Roman scroll papyrus
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Rolos de papiro romanos, suportes essenciais para a literatura e administração do Império, revelam práticas de escrita e leitura da antiguidade.
Sobre o tema
O papiro, feito a partir da planta Cyperus papyrus cultivada no Nilo, foi o principal material de escrita no mundo mediterrâneo antigo. Os romanos herdaram a técnica de fabricação dos egípcios e a aperfeiçoaram, produzindo rolos (volumina) de até 10 metros de comprimento. Esses rolos eram enrolados em bastões de madeira ou marfim e lidos horizontalmente, com o texto disposto em colunas. A produção de um rolo envolvia cortar o talo do papiro em tiras finas, sobrepô-las transversalmente, prensar e secar ao sol.
O uso do rolo de papiro foi dominante na Roma Antiga até o século IV d.C., quando o códice de pergaminho começou a ganhar preferência. Obras de poetas como Virgílio e Ovídio, tratados filosóficos de Sêneca e documentos administrativos do Império foram originalmente escritos em papiros. Infelizmente, a maioria desses textos se perdeu devido à fragilidade do material, o papiro se deteriora rapidamente em climas úmidos. A maior parte dos papiros sobreviventes foi descoberta no Egito, onde o clima seco e quente favoreceu a preservação.
Curiosamente, os romanos também utilizavam rolos de papiro para correspondência, listas e contratos. O formato rolado permitia um armazenamento compacto em bibliotecas e arquivos, como a famosa Biblioteca de Alexandria, que possuía centenas de milhares de rolos. A leitura exigia o uso de ambas as mãos, desenrolando com uma e enrolando com a outra, daí o termo latino "volumen" (de volvere, enrolar). O papiro romano era geralmente escrito apenas de um lado, com tinta feita de fuligem, goma arábica e água. O declínio do papiro deveu-se à crescente produção de pergaminho, mais durável e adequado ao códice, que se tornou o formato predominante na Idade Média.
Perguntas frequentes
Como os romanos fabricavam o papiro?
O processo envolvia cortar o talo do papiro em tiras finas, sobrepô-las transversalmente, prensar e secar ao sol. O resultado era uma folha resistente e flexível, pronta para ser colada em rolos.
Por que a maioria dos papiros romanos não sobreviveu?
O papiro é muito sensível à umidade, fungos e insetos. Apenas regiões de clima extremamente seco, como o deserto egípcio, permitiram a preservação de muitos exemplares.
O que substituiu o rolo de papiro na Roma Antiga?
A partir do século IV d.C., o pergaminho (feito de pele de animal) e o formato códice (livro com páginas) começaram a substituir o rolo de papiro, por serem mais duráveis e fáceis de consultar.
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