Mussel ropes ocean
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Os cultivos de mexilhões em cordas suspensas no oceano são uma técnica sustentável e produtiva, amplamente usada no litoral brasileiro.
Sobre o tema
A mitilicultura, criação de mexilhões, utiliza estruturas suspensas chamadas long-lines, compostas por cordas de polipropileno ou nylon presas a flutuadores. As sementes de mexilhões são fixadas nessas cordas, que ficam submersas por meses até a colheita. Esse sistema evita o contato com o fundo marinho, reduzindo predadores e sedimentos, resultando em carne mais limpa.
No Brasil, Santa Catarina é o maior produtor, responsável por mais de 90% da produção nacional, especialmente nas cidades de Florianópolis, Palhoça e Bombinhas. A técnica de cultivo em cordas foi introduzida na década de 1990 e hoje sustenta milhares de famílias de pescadores artesanais. A região se beneficia de águas ricas em plâncton e correntes moderadas.
Do ponto de vista ambiental, o cultivo em cordas não requer ração ou antibióticos, pois os mexilhões filtram nutrientes naturais da água. Isso melhora a qualidade da água ao redor, reduzindo a turbidez e o excesso de fitoplâncton. Estudos mostram que uma fazenda de mexilhões pode filtrar até 200 mil litros de água por hora por hectare.
Economicamente, a cadeia produtiva gera empregos diretos e indiretos, desde a produção de sementes até o processamento para consumo fresco ou enlatado. O Brasil ainda importa mexilhões da Europa e Chile, mas a produção nacional vem crescendo, incentivada por políticas de apoio à aquicultura familiar.
Perguntas frequentes
Como os mexilhões são cultivados em cordas suspensas?
As sementes de mexilhão são colocadas em cordas de polipropileno ou nylon, presas a flutuadores que mantêm as cordas submersas. Após 6 a 12 meses, os mexilhões atingem tamanho comercial e são colhidos manualmente ou com máquinas.
Quais são as vantagens ambientais do cultivo em cordas?
O sistema não usa ração, antibióticos ou química, pois os mexilhões se alimentam por filtração. Isso ajuda a clarificar a água e reduzir a eutrofização. Além disso, não há impacto no fundo marinho e a estrutura serve como recife artificial para outras espécies.
Onde no Brasil a mitilicultura é mais forte?
Santa Catarina lidera a produção, especialmente nas baías de Florianópolis, Palhoça e Bombinhas. Outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná também têm cultivos, mas em menor escala.
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