Mussel ropes ocean

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Mussel ropes ocean em estilo editorial

Cordas de mexilhão no oceano são estruturas usadas na miticultura, técnica de cultivo de mexilhões em suspensão, comum no litoral brasileiro.

Sobre o tema

A miticultura, ou cultivo de mexilhões, utiliza cordas suspensas em estruturas flutuantes no mar para o crescimento dos moluscos. Essa técnica é amplamente empregada em países como Brasil, Chile, Espanha e Nova Zelândia. No Brasil, os estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro se destacam na produção, com a espécie Perna perna sendo a mais cultivada. As cordas são feitas de materiais sintéticos, como polipropileno, e servem de substrato para que as larvas de mexilhão se fixem e se desenvolvam. O processo leva de 8 a 12 meses até a colheita. A miticultura é considerada uma atividade de baixo impacto ambiental, pois não requer alimentação externa (os mexilhões se alimentam por filtração da água) e contribui para a qualidade da água ao reduzir a eutrofização. No entanto, desafios incluem a predação por estrelas-do-mar, a poluição e a necessidade de manejo adequado para evitar a disseminação de espécies invasoras. Em Santa Catarina, o cultivo de mexilhões gera milhares de empregos e movimenta a economia local, com destaque para a cidade de Florianópolis, onde a técnica foi introduzida por imigrantes açorianos.

Perguntas frequentes

Como são feitas as cordas de mexilhão?

As cordas são geralmente de polipropileno ou nylon, com cerca de 2 a 3 metros de comprimento, penduradas em estruturas flutuantes chamadas long-lines. Elas são colocadas no mar onde as larvas de mexilhão se fixam naturalmente.

Qual é o impacto ambiental da miticultura?

A miticultura é de baixo impacto, pois os mexilhões filtram a água, removendo partículas e nutrientes em excesso, o que combate a eutrofização. Não há uso de ração ou antibióticos, e as estruturas podem servir de habitat para outras espécies.

Onde se pratica miticultura no Brasil?

Os principais polos são em Santa Catarina (especialmente Florianópolis, Palhoça e São Francisco do Sul), além de áreas no Rio de Janeiro (Angra dos Reis) e em São Paulo (Ubatuba e Ilhabela).

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