Parthenon marbles

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Parthenon marbles em estilo editorial

Os Mármores do Partenon, esculturas gregas do século V a.C., estão no Museu Britânico desde 1816, gerando debate sobre repatriação.

Sobre o tema

Os Mármores do Partenon, também conhecidos como Mármores de Elgin, são um conjunto de esculturas e frisos que originalmente adornavam o Partenon, o templo dedicado à deusa Atena na Acrópole de Atenas, na Grécia. Datados do século V a.C., durante o período clássico grego, essas obras foram esculpidas sob a supervisão de Fídias, um dos mais renomados escultores da antiguidade. O conjunto inclui figuras do frontão, métopas com cenas de batalhas mitológicas e o famoso friso jônico que representa a procissão panatenaica, uma festa religiosa em homenagem a Atena.

Em 1801, Lorde Elgin, embaixador britânico no Império Otomano, obteve uma autorização controversa para remover cerca de metade das esculturas restantes do Partenon. Entre 1801 e 1805, as peças foram transportadas para a Inglaterra e, em 1816, adquiridas pelo governo britânico por 35.000 libras, sendo então depositadas no Museu Britânico, em Londres. A legalidade e a moralidade dessa remoção são amplamente questionadas, já que a Grécia estava sob domínio otomano e a autorização era de um súdito estrangeiro.

A Grécia há décadas reivindica a repatriação dos Mármores, argumentando que eles são parte integrante do patrimônio cultural grego e que sua remoção foi um ato de espoliação. O debate envolve questões de direito internacional, ética museológica e preservação. O Museu Britânico defende que as peças estão em um contexto global e são preservadas para o mundo, mas a pressão internacional e campanhas como a da UNESCO têm intensificado as negociações. Em 2023, o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis e o chanceler britânico discutiram o tema, mas até o momento não há acordo.

Curiosamente, o termo "Mármores de Elgin" é controverso: muitos preferem "Mármores do Partenon" para enfatizar sua origem. Cerca de 50% das esculturas originais estão em Londres; o restante está no Museu da Acrópole em Atenas, inaugurado em 2009 especificamente para abrigar essas obras e exibir o que falta. Estudos recentes com digitalização 3D mostram detalhes das cores originais, que eram pintadas com pigmentos vivos.

Perguntas frequentes

Por que os Mármores do Partenon estão no Museu Britânico?

Foram levados por Lorde Elgin no início do século XIX, quando a Grécia era parte do Império Otomano. Ele alegou ter permissão otomana para removê-los e depois os vendeu ao governo britânico em 1816.

A Grécia já conseguiu recuperar os Mármores?

Não. Apesar de décadas de pressão diplomática e campanhas internacionais, o Museu Britânico recusa a repatriação total, embora tenha emprestado algumas peças temporariamente para exposições na Grécia.

Qual a importância histórica dos Mármores do Partenon?

São exemplos supremos da escultura clássica grega, representando a mitologia e a cultura ateniense do século V a.C. O friso panatenaico, em particular, é uma fonte inestimável sobre a vida religiosa e cívica da Atenas antiga.

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