Hurricane spiral satellite
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Imagem de satélite mostra o olho e as espirais de nuvens de um furacão, fenômeno que atinge até 300 km/h e é monitorado por sensores orbitais.
Sobre o tema
Furacões são sistemas de baixa pressão atmosférica que se formam sobre águas oceânicas tropicais com temperatura superior a 26 °C. A rotação da Terra (força de Coriolis) faz com que as massas de ar girem em sentido anti-horário no Hemisfério Norte, criando a estrutura espiralada característica. O olho do furacão, região central de calmaria, é cercado pela parede do olho, onde os ventos são mais intensos. As bandas espirais de nuvens se estendem por centenas de quilômetros, produzindo chuvas torrenciais e tempestades.
Satélites meteorológicos geoestacionários, como os da série GOES (EUA) e Meteosat (Europa), monitoram continuamente esses ciclones tropicais. Imagens no espectro visível e infravermelho permitem estimar a temperatura do topo das nuvens, a intensidade do vento pela técnica Dvorak e a trajetória prevista. Desde 1960, quando o primeiro satélite meteorológico (TIROS-1) foi lançado, a capacidade de prever furacões melhorou drasticamente, reduzindo perdas humanas.
No Brasil, os furacões são raros, mas os ciclones extratropicais no Atlântico Sul ganharam destaque após o furacão Catarina (2004), que atingiu Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Embora os furacões sejam mais comuns no Atlântico Norte (como os que afetam o Caribe e a Flórida), o monitoramento por satélite é essencial para alertas precoces em todo o globo. A Organização Meteorológica Mundial coordena a nomenclatura e a troca de dados em tempo real.
Curiosidade: a duração média de um furacão é de 5 a 10 dias, mas alguns podem persistir por semanas. O furacão mais duradouro registrado, o furacão John (1994), durou 31 dias no Pacífico. A energia liberada por um furacão maduro equivale a cerca de 10 mil bombas atômicas por segundo.
Perguntas frequentes
Como os satélites detectam a formação de um furacão?
Satélites meteorológicos captam imagens no visível e infravermelho que mostram a organização das nuvens, a diminuição da pressão no centro e o aumento da temperatura da superfície do mar. Técnicas como o método Dvorak estimam a intensidade a partir dos padrões das nuvens.
Qual a diferença entre furacão, tufão e ciclone?
São o mesmo fenômeno, mas com nomes regionais: furacão no Atlântico Norte e Pacífico Nordeste, tufão no Pacífico Noroeste, e ciclone no Índico e Pacífico Sul. Todos são ciclones tropicais com ventos acima de 119 km/h.
Por que o olho do furacão é calmo?
No olho, o ar descendente inibe a formação de nuvens e reduz a velocidade do vento. Esse ar se aquece adiabaticamente, tornando a região mais quente e seca que as áreas adjacentes. A calmaria é temporária, pois a parede do olho logo volta a atingir a região.
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