Dat tape recorder
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O gravador de fita DAT (Digital Audio Tape) revolucionou a gravação profissional nos anos 1990 com qualidade digital e portabilidade.
Sobre o tema
O DAT (Digital Audio Tape) foi introduzido em 1987 pela Sony e Philips como um formato de gravação digital em fita magnética. Diferente das fitas cassete comuns, o DAT armazenava áudio em PCM linear de 16 bits, sem compressão, nas taxas de 44,1 kHz ou 48 kHz, oferecendo qualidade idêntica à de um CD. Por isso, tornou-se padrão em estúdios de masterização, gravação ao vivo e produção de rádio, substituindo gravadores analógicos de rolo.
O formato permitia gravação de até 120 minutos em fitas de tamanho reduzido, muito menores que as fitas de rolo. Profissionais de áudio o adotaram para gravações de campo, reportagens e shows, pois combinava alta fidelidade com portabilidade. Equipamentos como o Sony PCM-800 e o Tascam DA-88 (que usava formato DAT em cassete Hi8) se tornaram referência. O DAT também foi usado para backup de dados em computadores, embora sua baixa velocidade limitasse essa aplicação.
Com o advento dos gravadores de CD e, posteriormente, dos discos rígidos e estações de áudio digital, o DAT gradualmente caiu em desuso a partir dos anos 2000. Hoje, é um equipamento vintage procurado por colecionadores e engenheiros que desejam acessar arquivos de áudio antigos. A fita DAT, por ser magnética, exige manutenção cuidadosa para evitar perda de dados, como rebobinar periodicamente para evitar o efeito de "cópia de fita" (print-through).
Curiosamente, o DAT serviu de base para o formato ADAT (Alesis Digital Audio Tape), que usava fitas S-VHS para gravar oito canais digitais, popularizando a gravação multicanal acessível. Apesar de obsoleto, o DAT é lembrado como um marco na transição do áudio analógico para o digital, representando uma época em que a fita ainda era o principal suporte de armazenamento profissional.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre um gravador DAT e um gravador de fita cassete comum?
O DAT grava áudio digitalmente em PCM linear de 16 bits (qualidade de CD), enquanto a fita cassete comum grava em sinal analógico, sofrendo com ruído e degradação. O DAT também oferece acesso aleatório por índice, mas exige equipamento mais caro e fitas específicas.
O DAT ainda é utilizado profissionalmente?
Não, o DAT foi substituído por discos rígidos, estações de áudio digital (DAWs) e armazenamento em nuvem. Porém, estúdios ainda podem usar gravadores DAT para recuperar gravações antigas ou por preferência sonora. A produção de fitas DAT cessou em meados dos anos 2000.
Quantos minutos de áudio cabem em uma fita DAT?
As fitas DAT mais comuns suportam 60, 90 ou 120 minutos de gravação em estéreo na taxa de 48 kHz. A capacidade depende do comprimento da fita; fitas de 180 minutos também existiram, mas eram menos confiáveis.
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