Antarctic ozone hole
1344×768 · AVIF · CC BY 4.0

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida, fenômeno sazonal monitorado por satélites desde os anos 1970, atingiu seu maior tamanho em 2000 e vem se recuperando lentamente.
Sobre o tema
O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida é uma redução significativa da concentração de ozônio estratosférico que ocorre anualmente durante a primavera do hemisfério sul, entre setembro e novembro. Descoberto em 1985 por cientistas do British Antarctic Survey, o fenômeno é causado principalmente por emissões de clorofluorcarbonos (CFCs), substâncias usadas em refrigerantes, aerossóis e solventes. Esses compostos se acumulam na estratosfera e, sob condições de baixas temperaturas na região polar, reagem com o ozônio, destruindo suas moléculas. O tamanho do buraco varia de ano para ano conforme as condições meteorológicas e a quantidade de CFCs remanescentes na atmosfera. Em 2000, atingiu a maior área já registrada, aproximadamente 29,9 milhões de quilômetros quadrados, equivalente a quase três vezes o tamanho do Brasil. Desde a implementação do Protocolo de Montreal em 1987, que baniu a produção de CFCs, a concentração desses gases na atmosfera vem diminuindo, e o buraco apresenta sinais de recuperação lenta e gradual. Modelos climáticos indicam que a camada de ozônio pode se recuperar completamente até meados do século XXI, desde que os compromissos internacionais sejam mantidos. O monitoramento contínuo é feito por satélites, como o Aura da NASA e o MetOp da EUMETSAT, além de medições de balão e solo na Estação Halley, na Antártida. A recuperação do buraco de ozônio é considerada um dos maiores sucessos da cooperação ambiental global, evitando milhões de casos de câncer de pele e catarata que seriam causados pelo aumento da radiação ultravioleta.
Perguntas frequentes
O que causa o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida?
O buraco é causado principalmente por clorofluorcarbonos (CFCs), substâncias emitidas por atividades humanas que se acumulam na estratosfera e destroem moléculas de ozônio, especialmente sob baixas temperaturas na região polar.
O buraco de ozônio na Antártida está diminuindo?
Sim, desde a implementação do Protocolo de Montreal a concentração de CFCs vem caindo, e o buraco tem diminuído gradualmente, embora com variações anuais devido a condições meteorológicas. A recuperação total é esperada para meados do século XXI.
Como o buraco de ozônio é monitorado?
O monitoramento é feito por satélites (como o Aura da NASA e MetOp), além de medições de balão e estações de solo na Antártida, como a Estação Halley, fornecendo dados contínuos sobre sua extensão e evolução.
URL direta
https://pub-c7d6a6ea828543ac903a74a341ccb2e1.r2.dev/imagens/antarctic-ozone-hole-fish-eye-wide-angle-fresh13.avifComo creditar
Inclua um link visível de volta pro UtilizAí. Copie um dos snippets abaixo:
<a href="https://xn--utiliza-eza.com/midia/imagens/antarctic-ozone-hole-fish-eye-wide-angle-fresh13">Antarctic ozone hole</a> by <a href="https://xn--utiliza-eza.com">UtilizAí</a>, licensed under <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">CC BY 4.0</a>.
[Antarctic ozone hole](https://xn--utiliza-eza.com/midia/imagens/antarctic-ozone-hole-fish-eye-wide-angle-fresh13) by [UtilizAí](https://xn--utiliza-eza.com), CC BY 4.0
Licença: CC-BY-4.0





