Amazon deforestation satellite
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Satélites de monitoramento do desmatamento na Amazônia, como o PRODES e o DETER, são essenciais para fiscalizar e conter a perda de floresta.
Sobre o tema
O monitoramento do desmatamento na Amazônia depende de uma constelação de satélites, nacionais e internacionais, que fornecem imagens diárias e anuais da cobertura florestal. O programa PRODES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), utiliza imagens do satélite Landsat (NASA) e do CBERS (parceria Brasil-China) para gerar taxas anuais de desmatamento desde 1988. Já o sistema DETER, também do INPE, opera com alertas quase em tempo real a partir de sensores como MODIS e VIIRS, permitindo ações de fiscalização do Ibama.
Os satélites detectam não apenas o corte raso, mas também a degradação florestal por incêndios e exploração madeireira. Dados do INPE mostram que, em 2022, a taxa de desmatamento na Amazônia Legal atingiu 11.568 km², o maior valor desde 2008. As imagens de satélite revelam padrões de desmatamento em forma de "espinha de peixe" ao longo de estradas, característicos da ocupação ilegal. Tecnologias como radar de abertura sintética (SAR), a bordo do Sentinel-1 (ESA e INPE), permitem monitorar mesmo com cobertura de nuvens, comum na região.
A precisão dos sistemas brasileiros inspirou iniciativas globais, como o Global Forest Watch. Além disso, o uso de inteligência artificial tem acelerado a análise das imagens, identificando novos focos de desmatamento em minutos. Este monitoramento contínuo é crucial para políticas públicas, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), e para cumprir metas do Acordo de Paris.
Curiosidade: os primeiros alertas de desmatamento via satélite no Brasil surgiram na década de 1970 com o Landsat 1, mas o monitoramento sistemático só começou em 1988 com o PRODES. Hoje, o Brasil é referência mundial em monitoramento florestal por satélite.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre PRODES e DETER?
PRODES mede o desmatamento anual com alta precisão, usando imagens de satélites como Landsat e CBERS. DETER emite alertas diários de mudanças na cobertura florestal para ações de fiscalização, com menor resolução espacial.
Que satélites são usados para monitorar a Amazônia?
Os principais são Landsat (EUA), CBERS (Brasil-China), Sentinel-1 e 2 (ESA), MODIS (NASA) e o Amazonia-1 (Brasil). Cada um tem funções específicas, como radar para áreas nubladas ou alta resolução para detalhes.
Por que o monitoramento por satélite é importante para conter o desmatamento?
Ele permite detectar desmatamento em tempo real ou quase real, orientar fiscalização, gerar dados para políticas públicas e comprovar cumprimento de acordos ambientais internacionais.
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