Amazon deforestation satellite

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Amazon deforestation satellite em estilo editorial

Satélites de monitoramento como CBERS e Sentinel registram em tempo real o desmatamento na Amazônia Legal, fornecendo dados cruciais para fiscalização.

Sobre o tema

O monitoramento do desmatamento na Amazônia depende de constelações de satélites de observação da Terra. Entre os principais estão o programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), fruto de parceria entre Brasil e China, e os satélites Sentinel do programa europeu Copernicus. Esses satélites carregam sensores multiespectrais que captam imagens em diferentes faixas do espectro, permitindo distinguir floresta nativa de áreas desmatadas. A resolução espacial varia de 10 a 30 metros, suficiente para detectar clareiras a partir de 0,5 hectare, o tamanho típico de um desmatamento ilegal.

A detecção baseia-se na comparação de imagens ao longo do tempo. Algoritmos analisam a redução abrupta do índice de vegetação, como o NDVI, sinalizando corte raso ou degradação progressiva. O sistema DETER (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), operado pelo INPE, emite alertas quase diários para áreas maiores que 1 hectare. Já o PRODES realiza mapeamento anual com maior precisão, usando imagens de satélites como Landsat e CBERS. Em 2022, o PRODES registrou 11.568 km² de desmatamento na Amazônia Legal, o maior valor em 15 anos.

Esses dados são vitais para ações de fiscalização do Ibama e para políticas públicas como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). Além disso, órgãos internacionais e ONGs usam as imagens para verificar compromissos climáticos. A continuidade do monitoramento enfrenta desafios como cobertura de nuvens na região, que exige sensores de radar como o PALSAR no satélite ALOS, capaz de penetrar nuvens e captar mudanças na estrutura da floresta mesmo sob tempo fechado.

Perguntas frequentes

Como os satélites detectam o desmatamento na Amazônia?

Eles comparam imagens multiespectrais ao longo do tempo. Uma queda no índice NDVI indica perda de vegetação. Sistemas como DETER e PRODES do INPE processam esses dados para gerar alertas.

Qual a resolução espacial dos satélites usados no monitoramento?

Varia de 10 metros (Sentinel-2) a 30 metros (Landsat e CBERS), suficiente para detectar clareiras acima de 0,5 hectare.

Quem opera os principais satélites de monitoramento da Amazônia?

O CBERS é operado em parceria pelo INPE (Brasil) e a CAST (China). Os Sentinel são geridos pela ESA (Agência Espacial Europeia). O Landsat é operado pela NASA e USGS (EUA).

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