Amazon deforestation satellite
1344×768 · AVIF · CC BY 4.0

Satélites de monitoramento como CBERS e Sentinel registram em tempo real o desmatamento na Amazônia Legal, fornecendo dados cruciais para fiscalização.
Sobre o tema
O monitoramento do desmatamento na Amazônia depende de constelações de satélites de observação da Terra. Entre os principais estão o programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), fruto de parceria entre Brasil e China, e os satélites Sentinel do programa europeu Copernicus. Esses satélites carregam sensores multiespectrais que captam imagens em diferentes faixas do espectro, permitindo distinguir floresta nativa de áreas desmatadas. A resolução espacial varia de 10 a 30 metros, suficiente para detectar clareiras a partir de 0,5 hectare, o tamanho típico de um desmatamento ilegal.
A detecção baseia-se na comparação de imagens ao longo do tempo. Algoritmos analisam a redução abrupta do índice de vegetação, como o NDVI, sinalizando corte raso ou degradação progressiva. O sistema DETER (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), operado pelo INPE, emite alertas quase diários para áreas maiores que 1 hectare. Já o PRODES realiza mapeamento anual com maior precisão, usando imagens de satélites como Landsat e CBERS. Em 2022, o PRODES registrou 11.568 km² de desmatamento na Amazônia Legal, o maior valor em 15 anos.
Esses dados são vitais para ações de fiscalização do Ibama e para políticas públicas como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). Além disso, órgãos internacionais e ONGs usam as imagens para verificar compromissos climáticos. A continuidade do monitoramento enfrenta desafios como cobertura de nuvens na região, que exige sensores de radar como o PALSAR no satélite ALOS, capaz de penetrar nuvens e captar mudanças na estrutura da floresta mesmo sob tempo fechado.
Perguntas frequentes
Como os satélites detectam o desmatamento na Amazônia?
Eles comparam imagens multiespectrais ao longo do tempo. Uma queda no índice NDVI indica perda de vegetação. Sistemas como DETER e PRODES do INPE processam esses dados para gerar alertas.
Qual a resolução espacial dos satélites usados no monitoramento?
Varia de 10 metros (Sentinel-2) a 30 metros (Landsat e CBERS), suficiente para detectar clareiras acima de 0,5 hectare.
Quem opera os principais satélites de monitoramento da Amazônia?
O CBERS é operado em parceria pelo INPE (Brasil) e a CAST (China). Os Sentinel são geridos pela ESA (Agência Espacial Europeia). O Landsat é operado pela NASA e USGS (EUA).
URL direta
https://pub-c7d6a6ea828543ac903a74a341ccb2e1.r2.dev/imagens/amazon-deforestation-satellite-cinematic-wide-shot-fresh16.avifComo creditar
Inclua um link visível de volta pro UtilizAí. Copie um dos snippets abaixo:
<a href="https://xn--utiliza-eza.com/midia/imagens/amazon-deforestation-satellite-cinematic-wide-shot-fresh16">Amazon deforestation satellite</a> by <a href="https://xn--utiliza-eza.com">UtilizAí</a>, licensed under <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">CC BY 4.0</a>.
[Amazon deforestation satellite](https://xn--utiliza-eza.com/midia/imagens/amazon-deforestation-satellite-cinematic-wide-shot-fresh16) by [UtilizAí](https://xn--utiliza-eza.com), CC BY 4.0
Licença: CC-BY-4.0





