Questões do ITA
Vestibular do Instituto Tecnologico de Aeronautica.
509 questões
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- 2024· Questão 13· ita, fase1
A respeito do livro N�s matamos o c�o tinhoso, de Lu�s Bernardo Honwana, assinale a alternativa INCORRETA. A ( ) A perspectiva infantil, como no conto que d� t�tulo ao livro, acaba por destacar as contradi��es e tens�es sociais produzidas pelo colonialismo. B ( ) Em todos os contos do livro, a viol�ncia do racismo, seja qual for a sua natureza, � denunciada. C ( ) O silenciamento, como em "A velhota", pode ser interpretado como uma estrat�gia de sobreviv�ncia, preserva��o da humanidade e cuidado com os outros. D ( ) O uso de termos do idioma ronga � uma das caracter�sticas lingu�sticas do livro. E ( ) No livro, n�o h� questionamentos quanto �s estruturas sociais do poder colonizador, apenas quanto aos aspectos culturais do colonialismo.
- 2024· Questão 14· ita, fase1
A respeito de N�s matamos o c�o tinhoso, de Lu�s Bernardo Honwana, assinale a alternativa CORRETA. A ( ) A cr�tica ao colonialismo � circunscrita �s mulheres, como em "Dina". B ( ) O vocabul�rio com termos do idioma ronga � uma forma de inscrever, na pr�pria linguagem, o sucesso humanit�rio do colonialismo portugu�s. C ( ) O uso de termos do idioma ronga � uma forma de inscrever, na pr�pria linguagem, o desprezo para com a cultura local por parte do escritor. D ( ) Marcas de oralidade e vocabul�rio, a despeito da ocupa��o portuguesa, sugerem uma identidade cultural aut�noma e forte. E ( ) Uma das caracter�sticas que as personagens apresentam � o elitismo introjetado pelos povos colonizados, como em "Nhinguitimo".
- 2024· Questão 15· ita, fase1
Leia abaixo o excerto do conto "A velhota", de Lu�s Bernardo Honwana. Em seguida, assinale a alternativa INCORRETA. "N�o, eu n�o contaria. N�o fora para isso que viera para casa. Al�m disso, n�o seria eu a destruir neles fosse o que fosse. A seu tempo algu�m se encarregaria de os p�r na raiva. N�o, eu n�o contaria." A ( ) O narrador revela a sua certeza em rela��o ao futuro de seus irm�os e deixa transparecer a sua impot�ncia para evitar isso. B ( ) A recusa do narrador em relatar o que lhe acontecera � uma maneira de poupar a sua fam�lia de maiores preocupa��es. C ( ) A violenta domina��o portuguesa � representada por aqueles que agrediram o narrador. D ( ) A raiva a que se refere o narrador aparece, o tempo todo, em suas rela��es familiares, tanto com seus irm�os, quanto com sua m�e. E ( ) Assim como Madala, o narrador do conto n�o tem o que fazer, al�m de suportar as viol�ncias �s quais � submetido, inclusive para proteger sua fam�lia. 6
- 2024· Questão 16· ita, fase1
No conto "Dina", de Lu�s Bernardo Honwana, o capataz, ao descobrir que Maria � filha de Madala, desespera-se e oferece ao anci�o a tarde de folga para que ele possa conversar com a mo�a. Tal passagem sugere que: A ( ) o capataz se arrependeu de ter violentado Maria, pois nutria por Madala grande estima e considera��o. B ( ) apesar de todas as viol�ncias cometidas pelo capataz contra os negros, estuprar uma mulher na presen�a do pai dela extrapola toda e qualquer �tica poss�vel entre homens. C ( ) Madala recebia do capataz um tratamento privilegiado, principalmente em rela��o ao tempo de descanso, e, por isso, era menosprezado por seus iguais. D ( ) o capataz teve receio de alguma tentativa de retalia��o por parte de Madala e seus companheiros, o que o fez reavaliar as suas atitudes violentas. E ( ) por ter se apaixonado pela mo�a, o capataz quis agradar ao seu velho pai, por quem nutria grande afeto, respeito e considera��o.
- 2024· Questão 17· ita, fase1
A respeito do romance O avesso da pele, de Jeferson Ten�rio, assinale a alternativa CORRETA. A ( ) Trata-se de um narrador em terceira pessoa, onisciente, que apresenta seus julgamentos a respeito das a��es das personagens. B ( ) Trata-se de um narrador onisciente, que reproduz, inclusive, pensamentos e mem�rias das personagens. C ( ) Trata-se de um narrador em primeira pessoa, que reproduz as suas pr�prias mem�rias e as de seus pais. D ( ) Trata-se de um narrador em primeira pessoa, que reproduz apenas as suas pr�prias mem�rias e sentimentos. E ( ) Trata-se de um narrador em segunda pessoa, onisciente, que reproduz apenas as mem�rias do seu pai.
- 2024· Questão 18· ita, fase1
Tema predominante ao longo de O avesso da pele, a tomada de consci�ncia sobre a negritude pode ser verificada em todos os trechos seguintes, EXCETO EM: A ( ) "Resistir fazia parte da sua vida e voc� nunca havia se questionado por que as coisas eram assim. Nunca se questionou por que era pobre, nunca se questionou por que vivia sem pai. Nunca se perguntou por que a pol�cia o abordava na rua com tanta frequ�ncia. A vida simplesmente acontecia e voc� simplesmente passava por ela." B ( ) "para ela [Martha], o racismo se fortalecia justamente quando come��vamos a falar sobre ele, que isso era uma coisa que j� deveria ter sido superada. E falar sobre a cor da pele s� fortalecia o preconceito." C ( ) "quando pela primeira vez voc� ouviu a palavra `negritude', seu entendimento sobre a vida tomou outra dimens�o, e voc� se deu conta de que ser negro era mais grave do que imaginava." D ( ) "Voc� tinha dezenove anos, mas ainda n�o sabia muita coisa sobre autoestima, nem sobre se valorizar e essas coisas necess�rias para manter a sanidade, por isso voc� n�o conseguia olhar por muito tempo nos olhos dele." E ( ) "no dia em que voc� me perguntou que cor eu tinha e foi a primeira vez que eu olhei para os meus bra�os e vi que t�nhamos quase a mesma cor, eu era pequeno, mas eu disse que n�o sabia que cor era aquela." 7
- 2024· Questão 19· ita, fase1
Leia abaixo os excertos 1 e 2 e, em seguida, as asser��es I, II e III. Por fim, assinale a alternativa CORRETA. 1. "N�o ousou endireitar-se mais porque sabia I. Em Mo�ambique ou no Brasil, no passado que apenas deveria largar o trabalho ou no presente, a popula��o negra, jovem quando ouvisse a ordem traduzida num ou idosa, deve se portar de determinada berro." ("Dina", Lu�s Bernardo Honwana). maneira a fim de "minimizar" os efeitos do racismo e da domina��o. 2. "Ent�o, no in�cio da rua, voc� viu uma viatura com sirenes tocando, e �quela II. Em Mo�ambique ou no Brasil, no passado altura da sua vida, aos catorze anos, voc� ou no presente, o racismo e a submiss�o j� havia aprendido que aquela vis�o era um social acontecem a despeito do problema, n�o que voc� tivesse comportamento da popula��o negra. consci�ncia de que a pol�cia te abordava porque voc� era negro, mas sua III. Mulheres negras que se submetem �s experi�ncia j� te dizia para se manter longe violentas imposi��es dos dominadores das viaturas." (O avesso da pele, Jeferson racistas s�o poupadas e acabam por ter Ten�rio). alguns privil�gios. A ( ) Apenas I e IIII s�o verdadeiras. D ( ) Apenas I e II s�o verdadeiras. B ( ) I, II e III s�o verdadeiras. E ( ) Apenas II � verdadeira. C ( ) Apenas I � falsa.
- 2024· Questão 20· ita, fase1
Tendo em vista o romance O avesso da pele, avalie as asser��es de I a IV e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA. I. Juliana e Martha, assim como Henrique, lidam com o racismo de modo consciente e combativo, sem jamais deixar de perder a ternura. II. A tomada de consci�ncia em rela��o ao racismo � um processo que acontece de maneira semelhante para Henrique e Martha, �s vezes com culpa, �s vezes com j�bilo. III. Martha, apesar de sofrer as consequ�ncias do racismo e do machismo, n�o se sente uma v�tima e, por isso, n�o assume uma postura combativa contra isso. IV. No romance, um processo que afeta todas as personagens, mas de maneiras diferentes e nem sempre no mesmo grau, � a conscientiza��o sobre o racismo. A ( ) Todas s�o verdadeiras. D ( ) Apenas II e III s�o verdadeiras. B ( ) Apenas I e IV s�o verdadeiras. E ( ) Todas s�o falsas. C ( ) Apenas III e IV s�o verdadeiras.
- 2024· Questão 21· ita, fase1
Na pe�a A falecida, Nelson Rodrigues mergulha na realidade social do Rio de Janeiro da d�cada de 1950. Sinal disso A ( ) s�o as refer�ncias ao mundo da alta cultura, como as �peras e os concertos sinf�nicos frequentados pelas personagens da pe�a. B ( ) � a incorpora��o da linguagem b�blica nos di�logos, a fim de refor�ar o moralismo e a necessidade de defender os bons costumes populares. C ( ) � a ambienta��o na Zona Sul carioca, regi�o mais rica do Brasil naquela �poca. D ( ) s�o a linguagem coloquial, com muitas g�rias, e os elementos do cotidiano, como o futebol e o jogo do bicho. E ( ) � o experimentalismo est�tico que leva a pe�a ao limite do vanguardismo e da dissolu��o dos g�neros. 8
- 2024· Questão 22· ita, fase1
A exemplo da pe�a A falecida, s�o elementos que atestam a modernidade do teatro de Nelson Rodrigues: A ( ) o privil�gio absoluto da palavra, com di�logos versificados e formas fixas, caracter�stica maior do texto dramat�rgico. B ( ) a recusa a tratar da vida fren�tica dos centros urbanos, caracter�stica do parnasianismo program�tico do autor. C ( ) a unidade de objetividade, realidade e verossimilhan�a, segundo as regras da mimese cl�ssica, fixadas na Po�tica, de Arist�teles. D ( ) a incorpora��o de elementos do cinema e da cr�nica jornal�stica, como o di�logo espont�neo do cotidiano, cortes de cena, elipses e flashback. E ( ) o artificialismo burgu�s do melodrama rom�ntico, atualizado pelo dramaturgo para a com�dia de costumes do s�culo XX.
- 2024· Questão 23· ita, fase1
A respeito de Zulmira, protagonista de A falecida, � poss�vel afirmar que: I. seu apego ao racional e ao mundo real a faz tomar consci�ncia de sua situa��o prec�ria e marginalidade social. II. trai seu marido, Tuninho, porque ela achava que ele a considerava suja e fria. III. seu escapismo � fruto de sua insatisfa��o com a pr�pria precariedade em que vive. IV. sua obsess�o pela morte e por um enterro luxuoso � uma forma de negar sua realidade depauperada. A ( ) I, II e IV s�o falsas. D ( ) II, III e IV s�o verdadeiras. B ( ) apenas II � falsa. E ( ) apenas I e III s�o falsas. C ( ) apenas III � verdadeira.
- 2024· Questão 24· ita, fase1
A respeito de Tuninho, personagem de A falecida, � poss�vel afirmar que: A ( ) ele recusa a chantagem de Pimentel e distribui aos pobres o dinheiro que ganhou honestamente, trabalhando como pipoqueiro no est�dio do Maracan�. B ( ) ele exige de Pimentel que honre seu compromisso e pague a conta da festa de debutante de Glorinha. C ( ) mostra-se t�o derrotado quanto Zulmira, sua esposa, a quem nega o �ltimo desejo. D ( ) ele n�o � hip�crita e, ap�s a morte de Zulmira, sua esposa, esfor�a-se para honrar a sua mem�ria, como prometeu a ela. E ( ) ele n�o se deixa abater pelo desemprego e pela falta de perspectivas, lutando bravamente para mudar de vida como jogador profissional de sinuca. 9 INGL�S Leia o texto a seguir para responder �s quest�es de 25 a 30. Read Your Way Through Salvador By Itamar Vieira Junior and translated by Johnny Lorenz. July 19, 2023. I was born in Salvador, in the Brazilian state of Bahia, and lived in the general vicinity until I reached the age of 15. But it was when I left that I really came to know my city. How was I able to discover more about my birthplace while traveling far from home? It might sound rather clich�d but, I assure you, literature made this possible: It took me on a journey, long and profound, back home, enveloping me in words and imagination. To understand the formation of our unique society and, consequently, the cityscape of Salvador, one should read, before anything else, "The Story of Rufino: Slavery, Freedom and Islam in the Black Atlantic," by Jo�o Jos� Reis, Fl�vio dos Santos Gomes and Marcus J.M. de Carvalho. Rufino was an aluf�, or Muslim spiritual leader, born in the Oyo empire in present-day Nigeria and enslaved during his adolescence. "The Story of Rufino" is an epic tale, encapsulating the life of one man in search of freedom as well as the history of the development of Salvador itself, a place inextricably linked with the diaspora across the Black Atlantic. Another book for which I have deep affection is "The City of Women," by the American anthropologist Ruth Landes. It offers an intriguing perspective, focusing on matriarchal power in candombl�, an Afro-Brazilian sacred practice, and revealing how the social organization of its spiritual communities reverberates across the city. If you want to feel the intensity of life on the streets of Salvador, these two books, both by Amado, are indispensable: "Captains of the Sands" and "Dona Flor and Her Two Husbands." The first is a coming-of-age story in which we follow a group of children and adolescents living on the streets and on the beaches around the Bay of All Saints. Written more than 80 years ago, the book was banned and even burned in the public square during the dictatorship of Get�lio Vargas in the first half of the 20th century. As a portrait of Salvador, it is still relevant and reveals our deep inequalities. "Dona Flor and her Two Husbands" is one of Amado's most popular novels, translated into more than 30 languages and adapted many times for theater, cinema, and television. The book is a kind of manifesto for a woman's liberation. Dona Flor possesses great culinary talent, and oppressed by a patriarchal society, finds herself divided between two men, one being her deceased husband. While the novel captures the daily life of the city in the 1940s, it is also a wonderful guide to the cuisine of Salvador, with its African and Portuguese influences. I invite readers to travel into the interior of Bahia, many hours by car from Salvador to the region known as the Sert�o, whose name translates loosely to "backwoods." Two books can also transport you there, and they are sides of the same story: "Backlands: The Canudos Campaign," by Euclides da Cunha, and "The War of the End of the World," by Mario Vargas Llosa. "Backlands" is one of the most important works in the history of Brazilian literature. It is a journalistic telling that introduces us not only to the brutal War of Canudos, but also to the intriguing landscape of the Sert�o, a place so full of contradictions. In his writing of the conflict, da Cunha tells the story of the genesis of the tough sertanejo: a mythic, cowboyesque figure of the drought-stricken, lawless interior. "The War of the End of the World" is an essential epic that amplifies the narrative of "Backlands," bringing a more 10 imaginative, creative aspect to the story of Ant�nio Conselheiro, the spiritual leader of a rebellion, and of the multitude that followed him to their deaths. [Fonte: "Read Your Way Through Salvador". In: The New York Times, 19/07/2023, <www.nytimes.com/2023/07/19/books/salvador-bahia-brazil-books.html>. Adaptado. Data de acesso: 01/09/2023.]
- 2024· Questão 25· ita, fase1
The text mainly intends to A ( ) recommend the best books about Salvador to scholars who wish to study African heritage in Brazil. B ( ) present Salvador, Bahia as well as part of the backwoods through literature to a foreign reader. C ( ) recount the story of the author's journey as a novelist himself. D ( ) instigate foreigners to travel to Salvador to appreciate Afro-Brazilian cuisine. E ( ) highlight inequalities and violence that underlie Brazilian society.
- 2024· Questão 26· ita, fase1
According to the text, the author recommends the book "The Story of Rufino: Slavery, Freedom and Islam in the Black Atlantic" for the reader to A ( ) establish a connection of the book with Salvador, which epitomizes the Black diaspora. B ( ) understand how Rufino's Nigerian roots led him to fight for freedom in Salvador. C ( ) learn about Muslim leaders and their influence on cultures such as the present "quilombolas". D ( ) find out how the city of Salvador presents a unique mix of African and European cultures. E ( ) agree that freedom of religion and belief is the most precious human right worth fighting for.
- 2024· Questão 27· ita, fase1
The two books that present same gender main characters around which the action centers are: A ( ) "Captains of the Sands" and "Dona Flor and Her Two Husbands". B ( ) "The Story of Rufino: Slavery, Freedom and Islam in the Black Atlantic" and "The City of Women". C ( ) "Backlands: The Canudos Campaign" and "Dona Flor and Her Two Husbands". D ( ) "Dona Flor and Her Two Husbands" and "The City of Women". E ( ) "The City of Women" and "Captains of the Sands". 11
- 2024· Questão 28· ita, fase1
No trecho do terceiro par�grafo "As a portrait of Salvador, it is still relevant and reveals our deep inequalities", o termo sublinhado cont�m um prefixo de nega��o. Assinale a alternativa que apresenta o termo que N�O cont�m prefixo de nega��o. A ( ) dishonest. C ( ) impact. E ( ) unlucky. B ( ) illogical. D ( ) irreversible.
- 2024· Questão 29· ita, fase1
No trecho do terceiro par�grafo "While the novel captures the daily life of the city in the 1940s, it is also a wonderful guide to the cuisine of Salvador" o termo sublinhado pode ser substitu�do, sem altera��o de sentido, por: A ( ) until. C ( ) as long as. E ( ) whereas. B ( ) during the time. D ( ) also.
- 2024· Questão 30· ita, fase1
According to the information about the two books presented in the fourth and fifth paragraphs, A ( ) both books concentrate on the lawless character of the "sertanejo". B ( ) one of the books blames the "sertanejo" for the war of Canudos and the other compares the character to the American cowboy. C ( ) both books present the landscape of the "sert�o" as an idyllic genesis of the world. D ( ) one of the books is more creative while the other is a more fact-based journalistic account. E ( ) both books consider Antonio Conselheiro as a spiritual leader, a prophet and even a saint. Leia o texto a seguir para responder �s quest�es de 31 a 36. On the surface, there is little to distinguish the Woolf Social Club from any other hipster hangout in Seoul, South Korea. Customers perch on wooden stools at formica tables, tapping on laptops while they sip their coffee. Records and cds line the walls, soft jazz trickles from speakers. On the white wall above the bar, in big black letters, is the statement: "More dignity, less bullshit". It is only on closer inspection that you realise this is more than just another coffee shop. On the mugs are cartoon drawings of Virginia Woolf, an angry wolf roaring from her shirt. A bookshelf contains South Korean feminist novels and works of self-help (titles include "Lessons on Being Unmarried") alongside "The Second Sex" by Simone de Beauvoir and "The Handmaid's Tale" by Margaret Atwood. On the wall is a poster for an exhibition of feminist art at a nearby gallery. "I wanted a space for like-minded women to meet and talk," says Kim Jina, a 47-year-old former advertising executive and politician who founded the caf� six years ago. Kim was inspired by Woolf's dictum that in order to write fiction, a woman needed "five hundred [pounds] a year and a room with a lock on the door". That is, financial independence and a place to think. The caf�'s casual vibe is deliberate: she wanted to avoid creating barriers to entry for women who were merely curious, rather than fully committed to the movement. Besides, she adds, "If I limited myself to feminist customers, I could never make a living." 12 South Korea, even its trendy capital, is a difficult place to be a woman. The wage gap between the sexes is the highest in the rich world. Traditional expectations about gender roles, beauty standards and the way women should conduct themselves remain pervasive. "Misogyny surrounds you so naturally that you barely even notice it," says Kim. "I had no role models, so my idea of how a successful woman should be came straight from `Sex and the City'." For much of her 20s and 30s, she spent most of her money on make-up and expensive handbags, partying every weekend and dreaming about meeting her version of Mr Big, the rich, smooth-talking love interest of the show's main character, Carrie. "I never worried about misogyny because I thought being sexually attractive was a form of power," says Kim. "But eventually I realised that men with real power don't wear make-up and expensive dresses." Her epiphany came when she was passed over for promotion in favour of a male colleague. "My boss said, `He needs it more than you because he has a wife and a child to take care of,' and I realised that I had been wrong to think that all I needed to do was work hard and be good at my job." Kim's burgeoning feminism crystallised in the summer of 2016, after a woman was murdered in a public toilet in an upmarket part of Seoul. The killer initially claimed that he had done it because he had been ignored by women. "I lived right around the corner, and I thought: that could have been me," says Kim. Like many other women, she was upset by media coverage that ignored the misogynist motives for his crime and blamed it entirely on his mental-health problems. The murder prompted South Korean women to come together, initially in online communities, and discuss how to fight back against sexism. Then they took to the streets. In 2018 there was a series of protests against the widespread practice of recording illegal footage of women by hiding small cameras in public toilets or changing rooms. Kim founded the Woolf Social Club in 2017. "I thought, we talk to each other on the internet, but it would be good to have a physical space in which to do that," she says. "If you walk around Seoul, you see all these caf�s aimed at couples, where women look pretty and lower their voices. I wanted a space where they could raise them." [Fonte: Lena Schipper. "Virginia Woolf is inspiring South Korean feminists". In: The Economist, 09/05/2022, <www.economist.com/1843/2022/05/09/virginia-woolf-is-inspiring- south-korean-feminists>. Adaptado. Data de acesso: 27/08/2023.]
- 2024· Questão 31· ita, fase1
O Woolf Social Club � primordialmente um local onde A ( ) militantes feministas realizam palestras. B ( ) mulheres v�o para ser admiradas. C ( ) mulheres normalmente devem falar baixo. D ( ) casais se encontram para ouvir jazz. E ( ) mulheres podem ter voz pr�pria.
- 2024· Questão 32· ita, fase1
In the excerpt from the second paragraph "A bookshelf contains South Korean feminist novels and works of self-help (titles include "Lessons on Being Unmarried") alongside "The Second Sex" by Simone de Beauvoir and "The Handmaid's Tale" by Margaret Atwood", the underlined word expresses an idea of: A ( ) scarcity. C ( ) proximity. E ( ) width. B ( ) length. D ( ) remoteness. 13
- 2024· Questão 33· ita, fase1
Kim Jina was inspired by Virginia Woolf to open the Woolf Social Club because: A ( ) both Woolf and the coffee shop founder share deep admiration for feminist writers such as Beauvoir and Atwood. B ( ) Virginia Woolf is very admired by young hipsters in Seoul. C ( ) the artist is present in a number of elements incorporated in the shop's concept and design. D ( ) both Virginia Woolf and Kim Jina praised economic autonomy and freedom of thought. E ( ) the statement phrase written above the bar was actually uttered by Virginia Woolf.
- 2024· Questão 34· ita, fase1
In the excerpt from the third paragraph "I wanted a space for like-minded women to meet and talk," the underlined term expresses an idea of: A ( ) appreciation. C ( ) similarity. E ( ) contempt. B ( ) preference. D ( ) fondness.
- 2024· Questão 35· ita, fase1
Dentre as raz�es expostas no texto sobre as dificuldades encontradas pelas mulheres coreanas, s�o corretas as afirma��es, EXCETO: A ( ) a Coreia foi a �ltima entre as na��es mais ricas a garantir equidade salarial entre os g�neros. B ( ) a misoginia ainda � uma caracter�stica muito presente na sociedade coreana. C ( ) a mulher coreana ainda se inspira em modelos ocidentais no que diz respeito � emancipa��o. D ( ) a sociedade coreana mant�m rigor quanto a padr�es de beleza e comportamento das mulheres. E ( ) as expectativas sobre os pap�is tradicionais atribu�dos aos diferentes g�neros permanecem.
- 2024· Questão 36· ita, fase1
De acordo com os par�grafos seis e sete, as manifesta��es nas ruas contra o sexismo na Coreia tiveram como estopim A ( ) a postura da m�dia com rela��o � misoginia em geral. B ( ) a pr�tica de filmarem clandestinamente mulheres em banheiros e vesti�rios. C ( ) a revolta das mulheres com rela��o � motiva��o de um assassinato em local p�blico. D ( ) o assassinato de uma mulher em uma �rea empobrecida de Seul. E ( ) o ass�dio sofrido por parte das mulheres em diversas comunidades on-line. 14 MATEM�TICA Conven��es: Considere o sistema de coordenadas cartesiano, a menos que haja indica- ��o contr�ria. N = {1; 2; 3; : : : } : denota o conjunto dos n�meros naturais. R : denota o conjunto dos n�meros reais. C : denota o conjunto dos n�meros complexos. A-B : denota a diferen�a dos conjuntos A e B. i : denota a unidade imagin�ria, i2 = -1: Mn(R) : denota o conjunto das matrizes n � n de entradas reais. AB : denota o segmento de reta de extremidades nos pontos A e B. AB : denota a reta que passa pelos pontos A e B. m(AB) : denota o comprimento do segmento AB. AB^C : denota o �ngulo formado pelos segmentos BA e BC, com v�rtice em B. det A : denota o determinante da matriz A. AT : denota a transposta da matriz A.