Parker solar probe sun
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A Parker Solar Probe é a primeira nave espacial a voar através da coroa solar, aproximando-se mais do Sol do que qualquer outra missão anterior, revolucionando nossa compreensão da estrela.
Sobre o tema
Lançada em 12 de agosto de 2018 pela NASA, a Parker Solar Probe tem como objetivo principal estudar a coroa solar, o vento solar e os campos magnéticos que emanam do Sol. A missão utiliza uma série de aproximações progressivas ao Sol, chamadas periélios, com distâncias cada vez menores ao longo de seu ciclo orbital. Em abril de 2021, a sonda alcançou um marco histórico ao se tornar a primeira nave a "tocar" o Sol, atravessando a fronteira da corona e coletando dados diretos dessa região.
A sonda atinge velocidades recordes, superando 600 mil km/h em seus periélios mais próximos, o que a torna o objeto mais rápido já construído pelo ser humano. Para suportar as temperaturas extremas que podem chegar a 1.377°C, ela conta com um escudo térmico de compósito de carbono com 11,4 cm de espessura, que mantém os instrumentos científicos operando a cerca de 30°C. Esse escudo é apontado continuamente em direção ao Sol, enquanto os painéis solares se retraem para evitar superaquecimento.
Do ponto de vista científico, a Parker Solar Probe já transformou nosso entendimento sobre o aquecimento coronal e a aceleração do vento solar. Uma de suas descobertas mais notáveis foram os "switchbacks", estruturas magnéticas em zigue-zague que jogam partículas em direção ao espaço interplanetário. A sonda também identificou uma região próxima ao Sol praticamente livre de poeira, algo que surpreendeu os astrônomos. As medições contínuas ajudam a prever tempestades solares que afetam satélites e redes elétricas na Terra.
A missão homenageia o astrofísico Eugene Parker, que nos anos 1950 previu a existência do vento solar. Uma placa a bordo contém sua foto e uma citação sua, além de uma memória digital com os nomes de mais de 1,1 milhão de pessoas que se inscreveram para viajar simbolicamente até o Sol. A Parker Solar Probe continuará suas órbitas até meados da década de 2020, aproximando-se ainda mais do Sol e fornecendo dados que podem explicar mistérios solares que perduram há décadas.
Perguntas frequentes
Qual a distância mais próxima que a Parker Solar Probe já chegou do Sol?
Até o final de 2024, a sonda atingiu aproximadamente 6,5 milhões de quilômetros da superfície solar, continuando a se aproximar em órbitas futuras.
Como a Parker Solar Probe não derrete perto do Sol?
Ela possui um escudo térmico de compósito de carbono com 11,4 cm de espessura, que suporta temperaturas de até 1.377°C, mantendo os instrumentos à temperatura ambiente.
Que descobertas importantes a missão já fez?
A sonda revelou estruturas em zigue-zague no vento solar, conhecidas como switchbacks, e confirmou a existência de uma região livre de poeira perto do Sol.
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