Lapis lazuli blue
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O lápis-lazúli é uma rocha metamórfica de cor azul intenso, extraída há mais de 6 mil anos nas montanhas do Afeganistão.
Sobre o tema
O lápis-lazúli é uma rocha metamórfica composta principalmente por lazurita, calcita e pirita, responsável por sua cor azul profundo com pontinhos dourados. Sua principal fonte histórica são as minas de Sar-e-Sang, no Vale de Kokcha, província de Badakhshan, Afeganistão, em atividade desde o Neolítico. A Rota da Seda transportava essa gema para o Egito Antigo, Mesopotâmia, Grécia e Roma.
No Egito, o lápis-lazúli era moído para produzir o pigmento ultramarino, usado em pinturas funerárias e na máscara de Tutancâmon. Os faraós o associavam ao céu e à realeza. Durante o Renascimento, o pigmento ultramarino era mais caro que o ouro, reservado para vestes da Virgem Maria em obras de artistas como Giotto e Vermeer.
Além de pigmento, o lápis-lazúli é lapidado como gema para joias e objetos decorativos. Sua dureza de 5 a 5,5 na escala Mohs exige cuidado na lapidação. O azul mais valorizado é o uniforme, sem veios brancos de calcita. Atualmente, a demanda continua alta, especialmente na Ásia e Europa, e o Afeganistão permanece o principal produtor, apesar de conflitos que afetam a exploração legal.
Curiosamente, o nome lápis-lazúli vem do latim “lapis” (pedra) e do persa “lazhward” (azul). A pedra é símbolo nacional do Afeganistão e está listada como patrimônio geológico da UNESCO. Sua mineração artesanal emprega milhares de famílias na região de Badakhshan, com técnicas que pouco mudaram em milênios.
Perguntas frequentes
O que é lápis-lazúli?
É uma rocha metamórfica de cor azul intenso, composta por lazurita, calcita e pirita. Usada desde a antiguidade como gema e para produzir o pigmento ultramarino.
Onde o lápis-lazúli é encontrado?
A principal fonte é a mina de Sar-e-Sang, no Afeganistão, ativa há mais de 6 mil anos. Depósitos menores existem no Chile, Rússia e Estados Unidos.
Como o lápis-lazúli era usado no passado?
No Egito Antigo, era moído para pinturas e joias reais. No Renascimento, o pigmento ultramarino era usado em obras sacras, especialmente nas vestes da Virgem Maria.
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