Juno jupiter polar
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A sonda Juno da NASA orbita Júpiter desde 2016 e revelou em detalhes as complexas tempestades polares do gigante gasoso.
Sobre o tema
A missão Juno, lançada em 2011 e inserida na órbita de Júpiter em 5 de julho de 2016, foi projetada para estudar a composição, o campo gravitacional, o campo magnético e a magnetosfera polar do maior planeta do Sistema Solar. Diferente de órbitas equatoriais de missões anteriores, Juno adota uma órbita polar altamente elíptica que a leva a apenas 4.200 km acima das nuvens jovianas. Essa trajetória permite observações sem precedentes das regiões polares, áreas que permaneciam enigmáticas até então.
Os polos de Júpiter revelaram-se completamente distintos das bandas de nuvens coloridas vistas em latitudes mais baixas. Em vez de faixas paralelas, o polo norte apresenta um padrão de ciclones poligonal: um ciclone central rodeado por oito ciclones periféricos dispostos em um octógono. No polo sul, a configuração é similar, mas com apenas cinco ciclones ao redor do central. Esses sistemas de tempestades são extremamente estáveis e persistem há anos, com ventos que ultrapassam 350 km/h.
Além das imagens espetaculares, os instrumentos da Juno mediram a profundidade dessas tempestades, detectando que suas raízes se estendem por centenas de quilômetros na atmosfera. A sonda também descobriu que o campo magnético de Júpiter é mais complexo do que o modelo de dipolo simples, contendo regiões de campo intenso e irregularidades próximas aos polos. As auroras polares de Júpiter, as mais poderosas do Sistema Solar, são estudadas em detalhe pelo espectrógrafo ultravioleta a bordo.
A missão inicialmente prevista para terminar em 2018 foi estendida até setembro de 2025, permitindo sobrevoos adicionais. Juno continua a fornecer dados que desafiam modelos atmosféricos e magnéticos, transformando nosso entendimento sobre gigantes gasosos e, por extensão, sobre planetas extrassolares similares.
Perguntas frequentes
Por que a Juno foi colocada em órbita polar ao redor de Júpiter?
A órbita polar permite que a sonda passe diretamente sobre os polos, onde pode estudar as auroras, o campo magnético e a estrutura atmosférica em profundidade, regiões que nunca haviam sido observadas de perto antes.
Quantos ciclones foram encontrados nos polos de Júpiter?
No polo norte, oito ciclones circundam um central, formando um octógono. No polo sul, cinco ciclones cercam o central. Esses sistemas são estáveis e estão sendo monitorados desde a chegada da Juno.
Quanto tempo ainda durará a missão Juno?
A missão principal terminou em 2018, mas foi estendida. Atualmente, a previsão é que Juno continue operando até setembro de 2025, realizando novos sobrevoos e coletando dados científicos.
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