Juno jupiter polar
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A sonda Juno da NASA orbita Júpiter desde 2016, revelando detalhes inéditos de suas regiões polares com imagens de olho de peixe.
Sobre o tema
A missão Juno, lançada pela NASA em 2011, entrou na órbita de Júpiter em 5 de julho de 2016. Com uma órbita fortemente elíptica que a aproxima dos polos do gigante gasoso, a sonda foi projetada para estudar a composição, o campo gravitacional, o campo magnético e a magnetosfera polar de Júpiter. Uma das características mais marcantes descobertas por Juno são os ciclones polares persistentes. No polo norte, um conjunto de oito ciclones rodeia um ciclone central, todos girando em formação estável; no polo sul, são cinco ciclones em torno de um central. Essas estruturas nunca foram observadas antes e desafiam modelos de dinâmica atmosférica.
As imagens obtidas pela câmera JunoCam, uma câmera de luz visível, frequentemente utilizam lentes grande-angulares ou olho de peixe para capturar a vastidão das regiões polares. Essas imagens são processadas por cientistas cidadãos e revelam cores e padrões que não são visíveis a olho nu, devido à distorção e à combinação de filtros. A atmosfera joviana apresenta bandas de nuvens de amônia, tempestades e zonas de alta pressão. Os polos, em particular, mostram um emaranhado de nuvens turbulentas e formações ciclônicas que intrigam os pesquisadores.
Importante contextualizar que Júpiter não possui superfície sólida; sua atmosfera se estende até profundidades onde a pressão é imensa. A missão Juno também investiga a estrutura interna do planeta, medindo seu campo gravitacional e magnético com precisão. Em setembro de 2023, a sonda completou mais de 50 sobrevoos científicos de Júpiter. A longevidade da missão permitiu observar mudanças sazonais e tempestades de longa duração. A escolha de uma órbita polar foi crucial para mapear os polos com alta resolução, algo que missões anteriores como a Galileo não conseguiram.
Curiosamente, as imagens em olho de peixe distorcem a perspectiva, mas permitem um campo de visão amplo, essencial para capturar a curvatura do planeta e os padrões climáticos extensos. A JunoCam é uma câmera pública, incentivando a participação do público na seleção de alvos e no processamento de imagens. Esse modelo de ciência cidadã gerou milhares de imagens impressionantes que circulam na internet, muitas vezes em formatos de 'wave fresh' e ângulos inusitados, como as de olho de peixe.
Perguntas frequentes
Por que a sonda Juno foi enviada para orbitar Júpiter pelos polos?
A órbita polar permite à Juno estudar regiões nunca antes mapeadas em detalhe, como os polos, e investigar o campo magnético e a magnetosfera polar. Além disso, minimiza a exposição à radiação intensa perto do equador.
Quantos ciclones foram descobertos por Juno nos polos de Júpiter?
No polo norte, Juno encontrou oito ciclones dispostos em torno de um central. No polo sul, são cinco ciclones ao redor de um central. Esses ciclons persistem há anos e são estáveis.
O que é a JunoCam e como as imagens são processadas?
É uma câmera de luz visível a bordo da Juno que captura imagens de Júpiter. As imagens brutas são disponibilizadas ao público, que pode processá-las para realçar cores e detalhes. Cientistas cidadãos frequentemente aplicam técnicas como correção de cor e mosaicos.
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