78 rpm shellac vintage

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78 rpm shellac vintage em estilo editorial

Os discos de 78 rotações em goma-laca marcaram a era de ouro da música gravada, do jazz ao samba, e são relíquias da história fonográfica.

Sobre o tema

Os discos de 78 rotações por minuto (rpm) foram o principal formato de gravação musical desde o final do século XIX até meados dos anos 1950. Diferente do vinil posterior, esses discos eram feitos de goma-laca, uma resina natural secretada pelo inseto Kerria lacca, misturada com cargas minerais como pó de ardósia ou carbonato de cálcio. Essa composição os tornava extremamente frágeis e pesados, com cerca de 120 a 150 gramas por disco. A velocidade de 78 rpm era um padrão estabelecido pela indústria, embora variações existissem, resultando em cerca de 3 a 5 minutos de áudio por lado.

A produção em massa começou com a invenção do fonógrafo de cilindro por Edison, mas o disco de 78 rpm, popularizado pela Victor Talking Machine Company e pela Columbia Records, rapidamente dominou o mercado. A goma-laca permitia uma gravação de alta densidade, mas o atrito constante da agulha de aço exigia trocas frequentes. Cada reprodução desgastava progressivamente o sulco, limitando a vida útil do disco. Apesar disso, 78 rpm foram o veículo para a difusão global de gêneros como blues, jazz, samba, tango e música clássica. Artistas como Louis Armstrong, Carmen Miranda, Duke Ellington e Noel Rosa eternizaram suas obras nesse formato.

A obsolescência do 78 rpm veio com a introdução do vinil microgroove de 33 1/3 rpm pela Columbia em 1948 e do 45 rpm pela RCA Victor em 1949. O vinil era mais leve, inquebrável e oferecia maior fidelidade e duração. A transição foi gradual, e a produção de discos de 78 rpm continuou em alguns países até os anos 1960. Hoje, os discos de goma-laca são objetos de colecionador, valorizados por sua sonoridade característica e pelo contexto histórico. A fragilidade e o peso fazem com que cada exemplar seja um testemunho físico da evolução tecnológica e cultural do século XX.

Perguntas frequentes

Por que os discos de 78 rpm são chamados de shellac?

O termo shellac refere-se à resina natural extraída do inseto Kerria lacca, que era um dos principais componentes desses discos. A goma-laca era misturada com cargas minerais e pigmentos para formar o material rígido e quebradiço que caracteriza os discos de 78 rotações.

Qual a diferença entre um disco de 78 rpm e um disco de vinil?

Os discos de 78 rpm são feitos de goma-laca, são mais pesados, mais frágeis e possuem sulcos mais largos, o que limita a duração a cerca de 3 a 5 minutos por lado. Já os discos de vinil (LPs e singles) são feitos de policloreto de vinila, são mais leves, inquebráveis e possuem sulcos microgroove, permitindo maior fidelidade e tempos de reprodução mais longos.

Como conservar discos de 78 rpm em bom estado?

Devido à fragilidade da goma-laca, os discos de 78 rpm devem ser armazenados na vertical, em local seco e com temperatura estável. Evite empilhá-los horizontalmente, pois o peso pode causar deformações. Limpe apenas com pano macio e seco; nunca use água ou produtos químicos. O manuseio deve ser pelas bordas para evitar arranhões.

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