Ano 2011#children

Sobre o tema

A adoção no Brasil é regida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prioriza o melhor interesse do menor. Quando um casal inicia o processo de adoção e se divorcia durante o estágio de convivência, a lei não exige a suspensão automática do procedimento. O que se busca é preservar o vínculo de afetividade já formado com a criança, desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado e haja comprovação de afinidade e afetividade com pelo menos um dos ex-cônjuges. Essa excepcionalidade visa evitar danos à criança que já estabeleceu laços emocionais com os pretendentes.

Tópicos relacionados

  • Adoção no Estatuto da Criança e do Adolescente
  • Estágio de convivência na adoção
  • Melhor interesse do menor
  • Divórcio e continuidade do processo de adoção
  • Vínculo de afinidade e afetividade

Enunciado

Fernando e Eulália decidiram adotar uma menina. Iniciaram o processo de adoção em maio de 2010. Com o estágio de convivência em curso, o casal se divorciou. Diante do fim do casamento dos pretendentes à adoção, é correto afirmar que

Alternativas

  • A)

    a adoção deverá ser suspensa, e outro casal adotará a menor, segundo o princípio do melhor interesse do menor, pois a adoção é medida geradora do vínculo familiar.

  • B)

    a adoção poderá prosseguir, contanto que o casal opte pela guarda compartilhada no acordo de divórcio, mesmo que o estágio de convivência não tenha sido iniciado na constância do período de convivência.

  • C)

    a adoção será deferida, contanto que o casal acorde sobre a guarda, regime de visitas e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância do período de convivência e que seja comprovada a existência de vínculo de afinidade e afetividade com aquele que não seja o detentor da guarda que justifique a excepcionalidade da concessão.

  • D)

    a lei não prevê tal hipótese, pois está em desacordo com os ditames constitucionais da paternidade responsável.

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Perguntas frequentes

O divórcio dos pretendentes impede a adoção?

Não, desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado e haja comprovação de vínculo de afinidade e afetividade com a criança, conforme o ECA.

O que é o estágio de convivência na adoção?

É o período em que a criança convive com os pretendentes antes da decisão judicial, visando avaliar a adaptação e formação de vínculos afetivos.

Como o princípio do melhor interesse do menor se aplica na adoção?

O juiz deve priorizar o desenvolvimento saudável da criança, garantindo que a adoção não cause rupturas prejudiciais, mesmo em caso de divórcio dos adotantes.

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