Amazon deforestation satellite

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Amazon deforestation satellite em estilo editorial

Satélites monitoram o desmatamento na Amazônia com imagens de alta resolução, revelando a perda de floresta em tempo real.

Sobre o tema

O monitoramento do desmatamento na Amazônia depende fortemente de satélites de observação da Terra. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) opera dois sistemas complementares: o PRODES, que usa imagens do satélite Landsat (resolução de 30 metros) para medir a taxa anual de desmatamento desde 1988, e o DETER, que utiliza sensores como o MODIS (250 metros) e o WFI (64 metros) para alertas quase diários. Esses dados são públicos e permitem que órgãos ambientais, como o IBAMA, orientem fiscalizações.

Além dos satélites americanos Landsat, o programa europeu Copernicus fornece imagens do Sentinel-2, com resolução de 10 metros, amplamente usadas por pesquisadores. Recentemente, constelações comerciais como a Planet Labs (com centenas de pequenos satélites) oferecem imagens diárias de todo o planeta, permitindo detectar mudanças em áreas menores que um campo de futebol. Já satélites de radar, como o Sentinel-1, conseguem ver através das nuvens, algo crucial na Amazônia onde a cobertura de nuvens é frequente.

A importância desse monitoramento vai além da fiscalização. Dados consistentes mostram que o desmatamento tem ciclos: picos em anos de seca ou de fragilidade na governança, como entre 2019 e 2021. Em 2023, o desmatamento na Amazônia Legal caiu 22% em relação ao ano anterior, mas ainda atingiu 9.001 km², uma área maior que o estado do Rio de Janeiro. As imagens de satélite também ajudam a mapear queimadas, garimpo ilegal e expansão agropecuária.

Curiosamente, o primeiro alerta de desmatamento por satélite na Amazônia ocorreu no início dos anos 1970, com o satélite Landsat 1. Desde então, a tecnologia evoluiu de imagens de 80 metros de resolução para sistemas que detectam a derrubada de árvores individuais. Essa capacidade é essencial para cumprir metas climáticas globais e preservar a maior floresta tropical do mundo.

Perguntas frequentes

Como os satélites detectam o desmatamento na Amazônia?

Satélites como Landsat e Sentinel-2 capturam imagens multiespectrais que mostram a diferença entre floresta e solo exposto ou pastagem. Algoritmos comparam imagens ao longo do tempo e identificam mudanças na cobertura vegetal, gerando alertas de desmatamento.

Qual a precisão do monitoramento por satélite?

Satélites como Landsat têm resolução de 30 metros, o suficiente para detectar clareiras de tamanho médio. Já constelações comerciais como Planet Labs oferecem 3 a 5 metros, identificando até mesmo corte seletivo de árvores.

Quem opera os principais satélites de monitoramento da Amazônia?

O INPE (Brasil) usa dados dos satélites americanos Landsat e dos europeus Sentinel, além de satélites próprios, como o Amazonia-1. Organizações como o Global Forest Watch compilam esses dados para acesso público.

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