Diplomata Brasileiro: o que faz, CACD, salário, postos e carreira no Itamaraty

Guia completo da carreira de Diplomata pelo Serviço Exterior Brasileiro: atribuições do Itamaraty, fases do CACD pela banca IADES, Instituto Rio Branco, salário 2026, progressão de Terceiro Secretário a Embaixador, lotação inicial em Brasília e postos no exterior.

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Diplomata Brasileiro: o que faz, CACD, salário, postos e carreira no Itamaraty

A carreira de Diplomata integra o Serviço Exterior Brasileiro (SEB), conforme a Lei 11.440/2006, e constitui o quadro de servidores responsável pela representação do Estado brasileiro no plano internacional. O Diplomata é, em rigor técnico, o agente público que atua na execução da política externa formulada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), popularmente conhecido como Itamaraty.

Este guia consolida, em material único, a história do Itamaraty e do Instituto Rio Branco, as atribuições do Diplomata, a estrutura completa do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), as disciplinas exigidas, a comparação entre as bancas IADES e Cebraspe, a bibliografia oficial editada pela FUNAG, os números de vagas e concorrência, a progressão na carreira até o cargo de Embaixador e os detalhes da vida diplomática (lotação, remoções e postos no exterior).

> Fontes oficiais consultadas: Instituto Rio Branco, Ministério das Relações Exteriores, Fundação Alexandre de Gusmão, IADES e Cebraspe para acervo de provas anteriores.

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História do Itamaraty e do Instituto Rio Branco

A política externa brasileira tem matriz institucional consolidada desde a Independência, mas o desenho atual da carreira diplomática remonta à segunda metade do século XX.

Da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros ao MRE

Em 1822, com a Independência, foi criada a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros. A pasta passou por sucessivas reorganizações até consolidar-se como Ministério das Relações Exteriores. O nome Itamaraty vem do Palácio Itamaraty, sede do Ministério no Rio de Janeiro até 1970, ano em que a estrutura foi transferida para Brasília, ocupando o atual Palácio Itamaraty projetado por Oscar Niemeyer na Esplanada dos Ministérios.

A criação do Instituto Rio Branco (1945)

O Instituto Rio Branco (IRBr), academia diplomática do Estado brasileiro, foi criado pelo Decreto-Lei 7.473, de 18 de abril de 1945, ainda durante o Estado Novo. O nome homenageia José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, Ministro das Relações Exteriores entre 1902 e 1912 e considerado o patrono da diplomacia brasileira por sua atuação na consolidação das fronteiras nacionais por via pacífica (arbitragens internacionais, com destaque para os litígios com a Argentina, a França e a Bolívia).

A criação do IRBr inseriu-se em movimento de profissionalização do Estado brasileiro, contemporâneo à criação do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) em 1938. A finalidade declarada foi instituir um corpo permanente de diplomatas selecionados por mérito, formados academicamente, e dotados de garantias de estabilidade funcional.

Marcos institucionais subsequentes

- 1971: Lei 5.809 regula o regime do Serviço Exterior Brasileiro.
- 1986: O CACD passa a ser regido pelo Decreto 93.325, com regulamentação detalhada das fases.
- 2006: A Lei 11.440 consolida o atual estatuto do Serviço Exterior Brasileiro, define as três carreiras (Diplomata, Oficial de Chancelaria e Assistente de Chancelaria) e fixa o regime remuneratório por subsídio.
- 2015 a 2022: O CACD foi aplicado pelo Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos), antiga Cespe/UnB.
- 2023 ao presente: O CACD passou a ser aplicado pelo IADES (Instituto Americano de Desenvolvimento), banca atual.

A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG)

A Fundação Alexandre de Gusmão, criada pela Lei 5.717/1971, é vinculada ao MRE e tem como missão a difusão de estudos e debates em política externa. Sua biblioteca digital disponibiliza gratuitamente os Manuais do Candidato e centenas de obras sobre relações internacionais, política externa brasileira, direito internacional e história diplomática, todas relevantes para a preparação ao CACD.

> Acesse a biblioteca em funag.gov.br.

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O que faz um Diplomata brasileiro

A carreira de Diplomata, classificada como carreira de Estado nos termos da Lei 11.440/2006, exerce atribuições típicas e exclusivas de Estado, com prerrogativas e deveres definidos no estatuto do Serviço Exterior Brasileiro.

Atribuições principais

1. Representação diplomática: representar o Estado brasileiro perante outros Estados soberanos, organismos internacionais e fóruns multilaterais. A representação obedece à Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas (1961) e à Convenção de Viena sobre Relações Consulares (1963), ambas internalizadas no ordenamento brasileiro.
2. Negociação internacional: atuar nas negociações de tratados bilaterais e multilaterais, posicionamentos em fóruns como ONU (Organização das Nações Unidas), OMC (Organização Mundial do Comércio), OEA (Organização dos Estados Americanos), MERCOSUL, BRICS e G-20.
3. Promoção comercial: atuar pela inserção econômica internacional do Brasil, em coordenação com a Apex-Brasil e demais agências, divulgando exportações, captando investimentos e identificando barreiras técnicas ao comércio.
4. Assistência consular: prestar assistência aos brasileiros no exterior por meio dos consulados, incluindo emissão de passaportes, registros civis (nascimento, casamento, óbito), assistência em situações de emergência (prisões, desastres naturais, crises sanitárias) e proteção a comunidades brasileiras emigradas.
5. Cooperação técnica e cultural: implementar programas de cooperação técnica internacional (Sul-Sul e tradicional) e a difusão da língua portuguesa e da cultura brasileira (rede de Centros Culturais Brasileiros e parcerias com o Instituto Camões).
6. Análise política e econômica: produzir relatórios analíticos sobre a conjuntura dos países onde está acreditado, base do processo decisório de política externa.
7. Defesa do interesse nacional: atuar na defesa de cidadãos brasileiros, empresas brasileiras e da soberania do Estado em controvérsias internacionais.

Princípios constitucionais norteadores

A política externa brasileira rege-se pelos princípios fixados no artigo 4º da Constituição Federal de 1988:

1. Independência nacional.
2. Prevalência dos direitos humanos.
3. Autodeterminação dos povos.
4. Não intervenção.
5. Igualdade entre os Estados.
6. Defesa da paz.
7. Solução pacífica dos conflitos.
8. Repúdio ao terrorismo e ao racismo.
9. Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade.
10. Concessão de asilo político.

O parágrafo único do mesmo artigo estabelece que a República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, com vistas à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

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Estrutura do concurso CACD

O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), organizado pelo Instituto Rio Branco e aplicado pela banca IADES desde 2023, possui quatro fases, todas eliminatórias e classificatórias.

Quadro resumo das fases

| Fase | Natureza | Caráter | Bibliografia base |
|---|---|---|---|
| 1ª - Prova Objetiva | 50 questões de múltipla escolha em 7 disciplinas | Eliminatória e classificatória | Edital + Manuais FUNAG |
| 2ª - Prova de Língua Portuguesa | Redação e questões discursivas | Eliminatória e classificatória | Manual do Candidato de Português |
| 3ª - Provas de Conhecimentos Específicos | Sete provas escritas (uma por disciplina) | Eliminatória e classificatória | Bibliografia FUNAG por disciplina |
| 4ª - Prova Oral | Arguição em Política Internacional | Eliminatória e classificatória | Acompanhamento de conjuntura |

1ª Fase: Prova Objetiva

- 50 questões de múltipla escolha distribuídas pelas sete disciplinas de conhecimentos específicos.
- Duração: 4 horas.
- Caráter eliminatório: candidato precisa atingir nota mínima fixada em edital (em geral 50% dos pontos) e estar entre os classificados para a fase seguinte (corte por número de aprovados).
- Estilo IADES: questões mais analíticas, menos pegadinhas terminológicas, foco em compreensão de conceitos e correlação entre temas.

2ª Fase: Prova de Língua Portuguesa

- Redação dissertativa em tema de política internacional ou tema correlato à atuação do Estado.
- Questões discursivas envolvendo análise de texto, gramática normativa, coerência e coesão.
- Critérios: domínio da norma culta, articulação argumentativa, repertório sociocultural, capacidade de síntese.
- Caráter eliminatório: nota mínima em cada quesito, sob pena de desclassificação.

3ª Fase: Provas de Conhecimentos Específicos

São sete provas escritas, uma para cada disciplina, aplicadas em datas distintas ao longo de aproximadamente duas semanas. As disciplinas são:

1. Política Internacional (peso máximo).
2. História Mundial e do Brasil (com ênfase em História Diplomática).
3. Geografia (geopolítica, geografia econômica, recursos naturais).
4. Direito Internacional Público e Privado (DIP e DIPriv).
5. Direito Constitucional e Direito Administrativo (DC e DA).
6. Economia (microeconomia, macroeconomia, economia internacional, economia brasileira contemporânea).
7. Língua Inglesa (compreensão de texto, tradução e versão).

O candidato também presta prova de Língua Espanhola ou Língua Francesa, à escolha, em momento próprio do certame.

4ª Fase: Prova Oral

- Arguição em Política Internacional perante banca examinadora, em sessão pública.
- Duração média: 30 a 60 minutos por candidato.
- Critérios: fluência argumentativa, domínio de conjuntura, capacidade de raciocínio sob pressão, postura institucional.
- Caráter eliminatório: testa o perfil para o exercício de representação diplomática.

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Disciplinas cobradas

A bibliografia e os programas detalhados estão fixados no edital de cada certame e nos Manuais do Candidato editados pela FUNAG, gratuitamente disponíveis em funag.gov.br.

Língua Portuguesa

Norma culta, gramática normativa, coesão e coerência textual, redação dissertativa, análise de discurso oficial. Recomenda-se domínio do Manual de Redação da Presidência da República e dos clássicos da redação oficial.

Língua Inglesa

Compreensão de texto técnico (relações internacionais, economia, política), tradução do inglês para o português, versão do português para o inglês. Vocabulário institucional (treaty, accession, ratification, declaration, communiqué, accord, summit, plenipotentiary).

Língua Espanhola ou Francesa

À escolha do candidato. Tradução, versão, compreensão. Vocabulário institucional em qualquer dos dois idiomas (acuerdo, tratado, cumbre, plenipotenciario; accord, traité, sommet, plénipotentiaire).

História Mundial e do Brasil

- História Mundial: Antiguidade clássica, Idade Média, formação dos Estados modernos, Tratados de Westfália (1648), Revoluções Inglesa, Americana e Francesa, ordem do Concerto Europeu, imperialismo, Primeira Guerra Mundial, período entreguerras, Segunda Guerra Mundial, Guerra Fria, descolonização, ordem pós-1989.
- História do Brasil: período colonial, Independência (1822), Império, República Velha, Era Vargas, redemocratização, Nova República.
- História Diplomática do Brasil: ênfase nos grandes ciclos: a obra do Barão do Rio Branco (1902-1912), a política externa de Vargas, a Política Externa Independente (PEI) nos anos 1960, o pragmatismo responsável de Geisel, a redemocratização e a multilateralização sob Sarney e Collor, a inserção em FHC, Lula e governos subsequentes.

Geografia

Geografia política e geopolítica, geografia econômica, recursos naturais e energia, demografia, integração regional sul-americana, recursos hídricos transfronteiriços, regiões oceânicas e zonas econômicas exclusivas (ZEE), Antártica e o Tratado da Antártica (1959).

Política Internacional (PI)

A disciplina central do CACD. Cobre:

- Teorias das Relações Internacionais: realismo (Morgenthau, Waltz), liberalismo (Keohane, Nye), construtivismo (Wendt), teoria crítica.
- Sistema internacional contemporâneo: ordem mundial pós-1945, ordem pós-Guerra Fria, ascensão chinesa, retorno da competição entre grandes potências.
- Multilateralismo: ONU (Organização das Nações Unidas, 1945), OMC, FMI, Banco Mundial, OIT (Organização Internacional do Trabalho), OMS, UNESCO.
- Regionalismo: MERCOSUL (1991), UNASUL (2008), CELAC, Aliança do Pacífico, União Europeia (UE), ASEAN, União Africana.
- BRICS: dinâmicas e expansão.
- G-20 e a governança global econômica.
- Política externa brasileira: ciclos, paradigmas e atualidade.
- Temas transversais: meio ambiente (Acordo de Paris, COPs), direitos humanos, comércio internacional, segurança internacional.

Direito Internacional Público e Privado (DI)

- DIP: fontes (tratados, costume, princípios gerais), sujeitos (Estados, organizações internacionais, indivíduo), responsabilidade internacional, solução de controvérsias, direito do mar (CNUDM, 1982), direito dos tratados (Convenção de Viena, 1969), direitos humanos no plano internacional, direito internacional humanitário.
- DIPriv: nacionalidade, condição jurídica do estrangeiro, conflito de leis no espaço, reconhecimento e execução de sentenças estrangeiras, cooperação jurídica internacional.

Direito Constitucional e Direito Administrativo (DC e DA)

- DC: teoria da constituição, direitos fundamentais, organização do Estado, organização dos Poderes, art. 4º da CF (princípios das relações internacionais), art. 84, VII e VIII (competências do Presidente em política externa).
- DA: princípios, atos administrativos, servidores públicos (estatuto do SEB, Lei 11.440/2006), licitações e contratos, responsabilidade civil do Estado.

Economia

- Microeconomia: teoria do consumidor, teoria do produtor, estruturas de mercado.
- Macroeconomia: contas nacionais, política fiscal e monetária, inflação, câmbio.
- Economia Internacional: teoria do comércio internacional (Ricardo, Heckscher-Ohlin), barreiras comerciais, sistema monetário internacional, balança de pagamentos.
- Economia Brasileira: ciclos econômicos do Brasil contemporâneo, Plano Real, abertura comercial, integração regional, dívida externa, desafios fiscais.

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Banca atual (IADES) vs banca anterior (Cebraspe)

A mudança de banca em 2023 alterou aspectos formais do certame, mas preservou a estrutura essencial e a bibliografia oficial.

| Aspecto | Cebraspe (2015-2022) | IADES (2023 ao presente) |
|---|---|---|
| Estilo da objetiva | Múltipla escolha com pegadinhas terminológicas; alternativas longas | Múltipla escolha analítica; foco em compreensão conceitual |
| Discursivas | Questões com forte componente memorístico | Questões mais reflexivas e analíticas |
| Provas escritas | Espelho detalhado da correção; recursos minuciosos | Espelho mais sintético; correção objetiva por critérios |
| Bibliografia oficial | Manuais do Candidato FUNAG e edital | Manuais do Candidato FUNAG e edital |
| Disciplinas | Sete disciplinas + Português + Inglês + ES/FR | Sete disciplinas + Português + Inglês + ES/FR |
| Prova oral | Arguição em Política Internacional | Arguição em Política Internacional |
| Acervo de provas anteriores | cebraspe.org.br | iades.com.br |

> Importante para preparação: o estudo de provas anteriores Cebraspe permanece relevante, sobretudo para o conteúdo. O candidato deve, contudo, ajustar o estilo de resposta ao formato IADES, conforme provas dos certames de 2023 em diante.

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Bibliografia oficial: Manuais do Candidato, Guias IRBr, biblioteca FUNAG

A FUNAG, vinculada ao MRE, edita a bibliografia oficial do CACD. Os principais materiais são gratuitos e estão disponíveis em funag.gov.br/biblioteca-digital.

Manuais do Candidato (edição mais recente)

- Manual do Candidato: Política Internacional.
- Manual do Candidato: História Mundial Contemporânea (1776-1991).
- Manual do Candidato: História do Brasil.
- Manual do Candidato: Geografia.
- Manual do Candidato: Direito.
- Manual do Candidato: Economia.
- Manual do Candidato: Língua Portuguesa.
- Manual do Candidato: Língua Inglesa.
- Manual do Candidato: Língua Espanhola.
- Manual do Candidato: Língua Francesa.

Coleções complementares editadas pela FUNAG

- Coleção Política Externa Brasileira: análise dos ciclos da política externa.
- Coleção Pensamento Diplomático Brasileiro: obras de diplomatas e pensadores (Rio Branco, Oswaldo Aranha, San Tiago Dantas, Araújo Castro, Saraiva Guerreiro, Celso Lafer).
- Coleção Mestrado em Diplomacia: dissertações orientadas por professores do IRBr.
- Cadernos do CHDD (Centro de História e Documentação Diplomática): documentos históricos diplomáticos.

Obras clássicas referenciadas

- Henry Kissinger, Diplomacy (1994).
- Hans Morgenthau, Politics Among Nations (1948).
- Kenneth Waltz, Theory of International Politics (1979).
- Robert Keohane e Joseph Nye, Power and Interdependence (1977).
- Amado Cervo e Clodoaldo Bueno, História da Política Exterior do Brasil.
- Celso Lafer, A Identidade Internacional do Brasil.

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Vagas históricas e concorrência

O número de vagas oferecidas no CACD oscila historicamente em função da política de pessoal do MRE e do orçamento federal.

Edições recentes (consolidado a partir de editais publicados)

| Edição | Banca | Vagas | Inscritos aproximados | Concorrência |
|---|---|---|---|---|
| CACD 2018 | Cebraspe | 26 | 6.500 | 250/vaga |
| CACD 2019 | Cebraspe | 17 | 5.800 | 340/vaga |
| CACD 2020 | Cebraspe | 18 | 5.500 | 305/vaga |
| CACD 2021 | Cebraspe | 18 | 6.200 | 345/vaga |
| CACD 2022 | Cebraspe | 25 | 6.800 | 270/vaga |
| CACD 2023 | IADES | 50 | 7.500 | 150/vaga |
| CACD 2024 | IADES | 30 | 7.000 | 235/vaga |

> Fontes: editais publicados em Diário Oficial da União e portais Cebraspe e IADES.

Taxa de aprovação consolidada

A taxa de aprovação final do CACD situa-se historicamente entre 0,3% e 0,7% do total de inscritos, considerando todas as fases. A 1ª fase elimina aproximadamente 90% dos candidatos. As provas de conhecimentos específicos reduzem o universo a cerca de 1% a 2% dos inscritos. A prova oral é o filtro final.

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Carreira diplomática: progressão de Terceiro Secretário a Embaixador

A Lei 11.440/2006 estabelece a estrutura da carreira de Diplomata em seis classes, cuja progressão ocorre por antiguidade e merecimento, alternadamente.

Classes da carreira

``
Terceiro Secretario (classe inicial, ingresso por concurso)
|
v (intersticio minimo: 3 anos)
Segundo Secretario
|
v (intersticio minimo: 4 anos)
Primeiro Secretario
|
v (intersticio minimo: 4 anos)
Conselheiro
|
v (intersticio minimo: 4 anos, por antiguidade ou merecimento)
Ministro de Segunda Classe (Ministro)
|
v (intersticio minimo: 7 anos, por antiguidade ou merecimento)
Ministro de Primeira Classe (Embaixador)
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Tabela de subsídios (referência 2026)

| Classe | Subsídio bruto mensal aproximado |
|---|---|
| Terceiro Secretário | R$ 21.000,00 |
| Segundo Secretário | R$ 23.500,00 |
| Primeiro Secretário | R$ 26.000,00 |
| Conselheiro | R$ 28.500,00 |
| Ministro de Segunda Classe | R$ 30.500,00 |
| Ministro de Primeira Classe (Embaixador) | R$ 33.000,00 |

> Fonte: estrutura remuneratória do Serviço Exterior Brasileiro publicada pelo MRE e atos do Ministério da Gestão e Inovação. Os valores acima referem-se ao subsídio em moeda nacional, sem considerar a gratificação de representação no exterior percebida quando o diplomata está lotado em posto diplomático ou consular fora do país.

Promoção por merecimento e antiguidade

A promoção segue critérios objetivos definidos no estatuto:

- Antiguidade: tempo de serviço efetivo na classe imediatamente inferior.
- Merecimento: avaliação periódica de desempenho, atos relevantes, qualificação acadêmica e linguística, participação em postos de representação considerados de difícil provimento (postos C e D).
- Intersticios mínimos: períodos legais que devem ser cumpridos antes da promoção (3 a 7 anos por classe, conforme estágio).

Comissão de Promoções

A Comissão de Promoções, presidida pelo Secretário-Geral do MRE, analisa a lista anual de promoções e propõe ao Ministro de Estado a relação dos promovidos.

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Vida diplomática: lotação, remoções, postos no exterior

A carreira diplomática é, por definição, móvel e sujeita à rotação. A vida diplomática combina períodos em Brasília (sede) com períodos em postos no exterior, em ciclo planejado pela administração.

Lotação inicial

Após aprovação no CACD e conclusão do Curso de Formação no Instituto Rio Branco (com duração aproximada de 18 meses), o aprovado toma posse como Terceiro Secretário e é lotado na sede do MRE, em Brasília, no Palácio Itamaraty.

O Curso de Formação combina aulas teóricas (Política Internacional, Direito, Economia, História, idiomas) com atividades práticas (estágios em departamentos do MRE, simulações de negociação, elaboração de pareceres). O Terceiro Secretário já é remunerado durante o curso como servidor público em estágio probatório.

Remoções e postos no exterior

Após período mínimo de serviço na sede (em geral de 2 a 4 anos), o Terceiro Secretário é designado para o primeiro posto no exterior, em rotação típica de 2 a 4 anos por posto. A vida diplomática é, portanto, marcada por mudanças de país a cada 2 a 4 anos, com retornos periódicos a Brasília.

Classificação dos postos

Os postos diplomáticos no exterior são classificados em categorias A, B, C e D, conforme grau de dificuldade:

- Posto A: capitais de países desenvolvidos com infraestrutura plena (Washington, Londres, Paris, Tóquio, Berlim, Madri).
- Posto B: capitais de países desenvolvidos secundários ou países emergentes de boa infraestrutura (Roma, Bruxelas, Buenos Aires, Cidade do México, Pretória).
- Posto C: países com infraestrutura limitada, riscos sanitários ou de segurança moderados.
- Posto D: países de difícil provimento, com riscos sanitários ou de segurança elevados (postos em zonas de conflito, países de alta complexidade operacional).

A passagem por postos C e D conta como mérito relevante para promoção, conforme a sistemática da Comissão de Promoções.

Benefícios e auxílios

Diplomatas em posto no exterior recebem benefícios pactuados em normas internas:

- Gratificação de representação no exterior (calculada conforme país e cargo).
- Auxílio-moradia (residência oficial ou indenização).
- Auxílio-educação para dependentes (escolas internacionais conveniadas).
- Plano de saúde global com cobertura no país de lotação e em viagens.
- Passagens aéreas para o servidor e dependentes na ida e regresso, e em férias periódicas (conforme regramento).
- Bagagem oficial (transporte de bens pessoais entre postos).

Impactos na vida pessoal

A carreira impõe ao diplomata e à família mudanças frequentes de país, escola dos filhos, idioma de convivência, rede social. Trata-se de característica estrutural, expressamente prevista no estatuto da carreira (Lei 11.440/2006, art. 28). O diplomata aceita, ao tomar posse, a expectativa contratual de mobilidade global.

Aposentadoria

A aposentadoria do diplomata segue o regime geral do servidor público federal (RPPS), com regras adaptadas pela EC 103/2019 (Reforma da Previdência):

- Idade mínima: 65 anos (homens) ou 62 anos (mulheres), com 25 anos de contribuição.
- Aposentadoria compulsória: aos 75 anos (LC 152/2015).
- Continuidade do plano de saúde após a aposentadoria, conforme regramento do MRE.

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Diplomata vs carreiras paralelas (comparativo)

A escolha pelo CACD é estratégica e pessoal. Apresentamos abaixo um quadro comparativo objetivo entre a carreira de Diplomata e outras carreiras federais com remuneração e prestígio comparáveis.

| Aspecto | Diplomata (MRE) | Juiz Federal | Procurador da República (MPF) | Auditor da Receita (RFB) |
|---|---|---|---|---|
| Fundamento legal | Lei 11.440/2006; CF, art. 4º | CF, arts. 92-126; LC 35/1979 | CF, arts. 127-130; LC 75/1993 | CF, art. 37, XVIII; Lei 11.890/2008 |
| Concurso | CACD (banca IADES) | Por TRF (Cebraspe, FGV, banca própria) | Banca interna do MPF | Cebraspe / ESAF (extinta) |
| Requisito acadêmico | Diploma de curso superior em qualquer área | Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica | Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica | Diploma de curso superior em qualquer área |
| Salário inicial 2026 | R$ 21.000 (3SC) | R$ 39.293 | R$ 39.293 | R$ 22.700 |
| Lotação inicial | Brasília (sede MRE) | Vara federal designada (frequente interior) | Procuradoria designada (frequente capital) | Delegacia da RFB designada |
| Mobilidade | Rotação obrigatória (Brasília + postos no exterior) | Movimentação dentro da região do TRF | Movimentação dentro da unidade da Federação | Movimentação dentro da região fiscal |
| Atuação no exterior | Núcleo da carreira (60% a 70% do tempo médio) | Excepcional, em cooperação jurídica | Excepcional, em cooperação ministerial | Excepcional, em cooperação fiscal |
| Idiomas obrigatórios | Inglês + Espanhol/Francês | Não há | Não há | Não há |
| Tempo médio até topo | 25-35 anos (Embaixador) | 15-25 anos (Desembargador) | 15-25 anos (Subprocurador-Geral) | 25-30 anos (Auditor 3ª Categoria, classe especial) |

Critérios para escolha estratégica

- Quem busca representação institucional do Estado e atuação multilateral em fóruns internacionais (ONU, OMC, BRICS, MERCOSUL) tende a se identificar mais com a carreira diplomática.
- Quem busca remuneração mais alta no início da carreira encontra na magistratura federal e no MPF subsídios significativamente superiores.
- Quem prefere estabilidade geográfica e proximidade familiar tende a evitar a carreira diplomática, dada a obrigação de mobilidade global.
- Quem tem aptidão linguística e gosto por idiomas encontra na diplomacia o ambiente natural.
- Quem busca matérias técnicas específicas (tributário, financeiro, ambiental) pode preferir carreiras de regulação como Analista do BCB, Analista da CVM ou Auditor da RFB.

Permeabilidade entre carreiras

A preparação para o CACD é frequentemente complementar à preparação para outras carreiras federais. Candidatos do CACD costumam prestar concursos paralelos durante o ciclo, em razão da sobreposição temática em Direito Constitucional, Direito Internacional, Economia e Atualidades. A decisão final, contudo, exige escolha vocacional, dada a singularidade do regime de mobilidade global.

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Curso de Formação no Instituto Rio Branco

Após aprovação no CACD, o candidato é nomeado Terceiro Secretário em estágio probatório e ingressa no Curso de Formação ministrado pelo Instituto Rio Branco, em Brasília.

Estrutura do curso

- Duração: aproximadamente 18 meses (variável por turma).
- Carga horária: cerca de 2.000 horas-aula em disciplinas teóricas e práticas.
- Local: sede do IRBr, em complexo próprio em Brasília.
- Vínculo: o aprovado já está em exercício efetivo, com remuneração integral de Terceiro Secretário desde a posse.

Disciplinas do Curso de Formação

Dividem-se em núcleos:

1. Política Externa Brasileira: ciclos históricos, paradigmas, atualidade.
2. Direito Internacional Público e Privado: aprofundamento e prática diplomática.
3. Direito Constitucional e Direito Administrativo: aplicação ao regime do servidor.
4. Economia Internacional: comércio internacional, finanças internacionais, integração regional.
5. Idiomas: aprofundamento de inglês, espanhol e francês; e iniciação em outras línguas (mandarim, árabe, russo, alemão, japonês), conforme a oferta.
6. Práticas diplomáticas: protocolo, cerimonial, redação de documentos diplomáticos (notas verbais, telegramas, ofícios, pareceres).
7. História Diplomática: aprofundamento da história das relações exteriores brasileiras.
8. Estágios em departamentos do MRE: experiência prática em Departamento Cultural, Departamento Econômico, Departamento Político, Departamento Consular e outros.

Avaliação e estágio probatório

O Curso de Formação é eliminatório. Ao final, o Terceiro Secretário em estágio probatório é avaliado e, sendo aprovado, prossegue na carreira. Reprovação é rara, mas possível, em caso de baixo desempenho ou inadequação ao perfil institucional.

O estágio probatório completo dura três anos (Lei 8.112/1990, art. 20), com avaliações periódicas. A estabilidade plena é adquirida após esse período.

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FAQ

1. Qual a idade mínima para prestar o CACD?

Dezoito anos completos no momento da posse. Não há idade máxima estabelecida em edital, observada a regra constitucional de aposentadoria compulsória aos 75 anos (LC 152/2015).

2. Quanto ganha um Diplomata em 2026?

O subsídio inicial de Terceiro Secretário, classe inicial da carreira, gira em torno de R$ 21.000,00 brutos mensais conforme tabelas do Serviço Exterior Brasileiro. No topo, o Ministro de Primeira Classe (Embaixador) percebe aproximadamente R$ 33.000,00. Acréscimos de gratificação de representação são aplicáveis quando o diplomata está lotado em posto no exterior.

3. É necessário ter formação em Relações Internacionais para passar no CACD?

Não. O único requisito acadêmico é diploma de curso superior reconhecido pelo MEC, em qualquer área. Aprovados vêm de Direito, Economia, História, Letras, Ciências Sociais, Engenharia e demais formações.

4. Quantas fases tem o CACD atual?

Quatro fases sob a banca IADES: (1) Prova Objetiva, (2) Prova de Língua Portuguesa, (3) Provas Escritas de Conhecimentos Específicos (sete disciplinas), (4) Prova Oral. Todas eliminatórias e classificatórias.

5. Qual a diferença entre o CACD com IADES e o CACD com Cebraspe?

A IADES assumiu a banca em 2023. As principais diferenças estão no estilo das provas (mais analítico, menos pegadinhas terminológicas) e no formato das discursivas. As disciplinas e a bibliografia oficial permanecem idênticas, baseadas nos Manuais do Candidato editados pela FUNAG.

6. Onde fica a lotação inicial do diplomata?

Brasília, sede do Itamaraty no Palácio Itamaraty (Esplanada dos Ministérios). Após o curso de formação no IRBr e período mínimo de serviço interno, o Terceiro Secretário é designado para o primeiro posto no exterior, geralmente entre dois e quatro anos depois da posse.

7. Quanto tempo dura a carreira até Embaixador?

A progressão de Terceiro Secretário a Ministro de Primeira Classe (Embaixador) ocorre por antiguidade e merecimento, alternadamente. Tempo médio total é de 25 a 35 anos, observados os interstícios mínimos legais entre as classes.

8. O concurso CACD cobra prova de idiomas?

Sim. Língua Inglesa é obrigatória em prova escrita própria. Os candidatos também prestam prova em Língua Espanhola ou Língua Francesa, à escolha. Língua Portuguesa é cobrada em prova autônoma.

9. O que é o Instituto Rio Branco e qual seu papel?

O Instituto Rio Branco (IRBr) é a academia diplomática do Brasil, criada em 1945 e vinculada ao MRE. Realiza o CACD e ministra o Curso de Formação obrigatório aos aprovados, com duração de aproximadamente 18 meses, durante o qual o aprovado já é Terceiro Secretário remunerado.

10. Diplomata pode ser removido contra a vontade?

Sim. A carreira é sujeita ao instituto da remoção periódica (rotação entre Brasília e postos no exterior), conforme planejamento do MRE. Diplomatas têm expectativa contratual de mobilidade global e exercem o cargo onde o interesse do Estado determinar.

11. Qual a banca atual do CACD?

A banca atual é o IADES (Instituto Americano de Desenvolvimento), responsável pelo certame desde 2023. O acervo de provas, editais e gabaritos está disponível em iades.com.br.

12. Como conseguir os Manuais do Candidato?

Todos os Manuais do Candidato estão disponíveis gratuitamente na biblioteca digital da FUNAG, em funag.gov.br/biblioteca-digital/manuais-do-candidato.

13. O Curso de Formação no IRBr é remunerado?

Sim. O aprovado já toma posse como Terceiro Secretário ao iniciar o Curso de Formação e percebe o subsídio integral da classe inicial durante toda a duração do curso (aproximadamente 18 meses).

14. Existe cota racial no CACD?

Sim. O CACD adota reserva de 20% das vagas para candidatos negros, conforme Lei 12.990/2014, replicada nos editais.

15. Quais são as carreiras paralelas mais comuns para o concurseiro do CACD?

Aprovados e candidatos de alto rendimento frequentemente migram para carreiras como Procurador da República (MPF), Juiz Federal, Analista do Banco Central, Analista da CVM, Auditor da Receita Federal ou Procurador Federal (AGU), todas com remuneração compatível e exigência técnica elevada.

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A preparação para o CACD é uma das mais densas e multidisciplinares do universo de concursos brasileiros. Nossa plataforma oferece os instrumentos certos para você estudar com dados objetivos, bibliografia oficial estruturada e questões reais filtradas por banca.

Próximos passos sugeridos

1. Veja questões reais filtradas por banca: separe por IADES (2023 ao presente) ou Cebraspe (2015-2022), e por disciplina.
2. Conheça a IA CACD Elite: nosso assistente especializado em política internacional, direito internacional, economia e história diplomática, com base nos Manuais FUNAG atualizados.
3. Correção de discursiva multilíngue: serviço de correção em português, inglês, espanhol e francês, com critérios calibrados aos padrões IADES e às exigências de redação oficial.
4. Confira o cronograma de editais previstos: acompanhe publicações no Diário Oficial da União para os próximos certames.
5. Compare com carreiras paralelas: acesse páginas como
/educacao/carreira/juiz-federal, /educacao/carreira/procurador-da-republica e /educacao/carreira/analista-cvm` para ponderar a escolha estratégica.

Recursos oficiais consultados

- Instituto Rio Branco
- Ministério das Relações Exteriores
- Fundação Alexandre de Gusmão
- IADES
- Cebraspe
- Diário Oficial da União

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> Esta página é continuamente revisada para refletir alterações em editais, legislação do Serviço Exterior Brasileiro e bibliografia oficial. Última atualização: abril de 2026.

Fontes oficiais

Perguntas frequentes

Qual a idade minima para prestar o CACD?

Dezoito anos completos no momento da posse. Nao ha idade maxima estabelecida em edital, observada a regra constitucional de aposentadoria compulsoria aos 75 anos (LC 152/2015).

Quanto ganha um Diplomata em 2026?

O subsidio inicial de Terceiro Secretario, classe inicial da carreira, gira em torno de R$ 21 mil brutos mensais conforme tabelas do Servico Exterior Brasileiro publicadas pelo MRE. No topo, o Ministro de Primeira Classe (Embaixador) percebe aproximadamente R$ 33 mil. Os valores podem ser acrescidos de gratificacao de representacao quando o diplomata esta lotado no exterior.

E necessario ter formacao em Relacoes Internacionais para passar no CACD?

Nao. O unico requisito academico e diploma de curso superior reconhecido pelo MEC, em qualquer area. Aprovados vem de Direito, Economia, Historia, Letras, Ciencias Sociais, Engenharia e demais formacoes.

Quantas fases tem o CACD atual?

Quatro fases sob a banca IADES: (1) Prova Objetiva de Primeira Fase, (2) Prova Escrita de Lingua Portuguesa, (3) Provas Escritas de Conhecimentos Especificos (sete disciplinas), (4) Prova Oral. Todas eliminatorias e classificatorias.

Qual a diferenca entre o CACD com IADES e o CACD com Cebraspe?

A IADES assumiu a banca em 2023. As diferencas mais visiveis estao no estilo da prova objetiva (mais analitico, menos pegadinhas) e no formato das discursivas. As disciplinas e a bibliografia oficial permanecem identicas, baseadas nos Manuais do Candidato editados pela FUNAG.

Onde fica a lotacao inicial do diplomata?

Brasilia, na sede do Itamaraty no Palacio Itamaraty (Esplanada dos Ministerios). Apos o curso de formacao no Instituto Rio Branco e periodo minimo de servico interno, o Terceiro Secretario e designado para o primeiro posto no exterior, geralmente entre dois e quatro anos depois da posse.

Quanto tempo dura a carreira ate Embaixador?

A progressao de Terceiro Secretario a Ministro de Primeira Classe (Embaixador) ocorre por antiguidade e merecimento, alternadamente. Tempo medio total e de 25 a 35 anos, observados os intersticios minimos legais entre as classes.

O concurso CACD cobra prova de idiomas?

Sim. Lingua Inglesa e obrigatoria em prova escrita propria. Os candidatos tambem prestam prova em Lingua Espanhola ou Lingua Francesa, a escolha do candidato. Lingua Portuguesa e cobrada em prova autonoma.

O que e o Instituto Rio Branco e qual seu papel?

O Instituto Rio Branco (IRBr) e a academia diplomatica do Brasil, criada em 1945 e vinculada ao MRE. Realiza o CACD e ministra o Curso de Formacao obrigatorio aos aprovados, com duracao de aproximadamente um ano e meio, durante o qual o aprovado ja e Terceiro Secretario remunerado.

Diplomata pode ser removido contra a vontade?

Sim. A carreira e sujeita ao instituto da remocao periodica (rotacao entre Brasilia e postos no exterior), conforme planejamento do MRE. Diplomatas tem expectativa contratual de mobilidade global e exercem o cargo onde o interesse do Estado determinar.

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