Como validar CPF e CNPJ: algoritmo dos dígitos verificadores
Explicação do algoritmo de validação de CPF e CNPJ usado por toda a Receita Federal brasileira.
Atualizado em 05/01/2025
Verifica se um CPF é matematicamente válido pelos dígitos verificadores.
Estrutura do CPF
O CPF tem 11 dígitos. Os 9 primeiros são o número base; os 2 últimos são dígitos verificadores (DV) calculados a partir dos anteriores.
A validação matemática só confirma se os DV foram gerados corretamente — não garante que o CPF exista na base da Receita Federal.
Algoritmo dos dígitos verificadores
Para o primeiro DV: multiplique cada um dos 9 primeiros dígitos por pesos decrescentes de 10 a 2, some os resultados, divida por 11 e tome o resto. Se o resto for menor que 2, o DV é 0; senão, é 11 menos o resto.
Para o segundo DV: mesmo processo, agora com 10 dígitos (incluindo o primeiro DV), pesos de 11 a 2.
CNPJ: mesma lógica, pesos diferentes
O CNPJ tem 14 dígitos (12 + 2 DV). Para o primeiro DV, os pesos são 5,4,3,2,9,8,7,6,5,4,3,2. Para o segundo DV, são 6,5,4,3,2,9,8,7,6,5,4,3,2.
A regra do resto é a mesma: se o resto da divisão por 11 for menor que 2, o DV é 0; senão, é 11 menos o resto.
CPFs e CNPJs "fake" para testes
Desenvolvedores precisam de CPFs e CNPJs válidos matematicamente para testar sistemas sem usar dados reais.
Nosso gerador produz apenas números válidos sintaticamente — nenhum deles está associado a uma pessoa ou empresa real.
Perguntas frequentes
Um CPF válido matematicamente existe na Receita?
Não necessariamente. A validação confirma apenas a consistência dos dígitos. Para confirmar existência, é preciso consultar a Receita Federal.
Existe CPF com todos os dígitos iguais?
CPFs como 111.111.111-11 passam no algoritmo, mas são considerados inválidos por convenção e rejeitados pela Receita.