Ano 2020#geography

Sobre o tema

A resistência antimicrobiana é um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI, ameaçando reverter décadas de progresso no combate a infecções. O fenômeno ocorre quando bactérias, fungos e outros microrganismos desenvolvem mecanismos para sobreviver aos medicamentos que antes os eliminavam. Esse processo é acelerado pelo uso excessivo e inadequado de antibióticos na medicina e na agropecuária. A globalização facilita a disseminação de cepas resistentes, tornando o problema uma questão transnacional que exige coordenação entre países. No entanto, a ascensão de governos isolacionistas dificulta acordos e ações conjuntas, colocando em risco a eficácia de estratégias como o monitoramento de surtos e o desenvolvimento de novos fármacos. A geografia da saúde estuda essas interações entre espaço, sociedade e doenças, evidenciando que soluções locais são insuficientes para ameaças globais.

Tópicos relacionados

  • Resistência antimicrobiana e saúde global
  • Cooperação internacional em saúde
  • Globalização e disseminação de doenças
  • Políticas de saúde e governos isolacionistas
  • Geografia da saúde

Enunciado

Óbitos por cepas de bactérias resistentes a antibióticos
vêm crescendo. Um estudo do governo britânico estima que,
em escala global, os óbitos por cepas resistentes já cheguem
a 700 mil por ano. E as coisas têm piorado. Além das bactérias,
já estão surgindo fungos resistentes, como a Candida auris.
Qualquer solução passa por um esforço multinacional de
ações coordenadas. O crescente número de governos
isolacionistas e até antidarwinistas não dá razões para
otimismo. Há urgência. O estudo britânico calcula que, se
nada for feito, em 2050, as mortes por infecções resistentes
chegarão a 10 milhões ao ano.
Hélio Schwartsman, "Mortes anunciadas". Folha de São Paulo, Abril/2019.
Adaptado.
O autor expressa preocupação com o fato de que as soluções
para o problema apontado passam por um esforço
multinacional, em face ao crescente número de governos
isolacionistas, porque

Alternativas

  • A)

    áreas de menor índice de desenvolvimento
    socioeconômico são as únicas atingidas devido à falta de
    recursos empregados em saúde e educação.

  • B)

    as cepas resistentes surgem exclusivamente nos países
    que se negam a aderir a acordos sanitários comuns,
    constituindo ameaças globais.

  • C)

    desafios atuais em meio ambiente e saúde são globais e
    soluções dependem da adesão de cada país aos protocolos
    internacionais.

  • D)

    o comércio internacional é o principal responsável por
    espalhar doenças nesses países, tornando‐os vulneráveis,
    apesar de os programas de vacinação terem alcance mundial.

  • E)

    a pesquisa nesta área é de âmbito nacional e, portanto,
    novas drogas não terão alcance mundial, mas apenas
    regional.

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Perguntas frequentes

O que é resistência antimicrobiana?

É a capacidade de microrganismos (bactérias, fungos, vírus e parasitas) de se tornarem resistentes aos medicamentos usados para tratá-los, tornando infecções mais difíceis de tratar.

Por que a resistência antimicrobiana é considerada um problema global?

Porque microrganismos resistentes não respeitam fronteiras; viajantes, comércio e migração podem espalhá-los rapidamente entre países, exigindo respostas coordenadas internacionalmente.

Como o isolacionismo político afeta o combate à resistência antimicrobiana?

Governos isolacionistas tendem a recusar acordos multilaterais e reduzir o compartilhamento de dados, dificultando o monitoramento global de surtos e a implementação de políticas comuns de uso racional de antibióticos.

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