Enunciado
“São tantas formas de matar um preto
Que para alguns sua morte é justificada
Devia tá fazendo coisa errada
Se não era bandido, um dia ia ser
Por ser PRETO sua morte é defendida
O PRETO sempre merece morrer”.
A estrofe acima é do poeta e educador social Baticum Proletário, que atua na periferia de Fortaleza, no Ceará, preparando jovens — em quase sua totalidade negros — para enfrentar as dificuldades impostas pelo racismo estrutural no país.
É a partir da arte que Baticum consegue envolver a juventude em um projeto de fortalecimento dessa população ao promover batalhas de rimas, slams e saraus com temáticas que discutem os problemas sociais. Não por acaso, o tema mais explorado nas rimas, versos e prosas é a violência. De acordo com o mais recente Atlas da violência, em 2019, os negros representaram 77 por cento das vítimas de homicídios, quase 30 assassinatos por 100 mil habitantes, a maioria deles jovens.
O Atlas revela ainda que um negro tem quase 2,7 vezes mais chance de ser morto do que um branco, o que justifica o movimento de resistência crescente no Brasil.
O uso de citação e de dados estatísticos nesse texto tem o objetivo de
Alternativas
- A)
ressaltar a importância da poesia para denunciar a morte de negros, que cresce a cada dia.
- B)
destacar o crescimento exponencial da temática do preconceito na produção literária no Brasil.
- C)
demonstrar o incremento no quantitativo de expressões artísticas na discussão de problemas sociais.
- D)
evidenciar argumentos que reforçam a ideia de que os negros são vítimas em potencial da violência.
- E)
salientar o aumento da participação de jovens nos movimentos de resistência na área da cultura.
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