Ano 2023#huggingface#maritaca-ai-enem#enem#enem-2023

Enunciado

A escravidão

Olavo Bilac Esses meninos que aí andam jogando peteca não viram nunca um escravo... Quando crescerem, saberão que já houve no Brasil uma raça triste, votada à escravidão e ao desespero; e verão nos museus a coleção hedionda dos troncos, dos vira-mundos e dos bacalhaus; e terão notícias dos trágicos horrores de uma época maldita: filhos arrancados ao seio das mães, virgens violadas em pranto, homens assados lentamente em fornos de cal, mulheres nuas recebendo na sua mísera nudez desvalida o duplo ultraje das chicotadas e dos olhares do feitor bestial. [...] Mas a sua indignação nunca poderá ser tão grande como a daqueles que nasceram e cresceram em pleno horror, no meio desse horrível drama de sangue e lodo, sentindo dentro do ouvido e da alma, numa arrastada e contínua melopeia, o longo gemer da raça mártir — orquestração satânica de todos os soluços, de todas as impressões, de todos os lamentos que a tortura e a injustiça podem arrancar a gargantas humanas. Publicado em 1902, o texto de Olavo Bilac enfatiza as mazelas da escravidão no Brasil ao

Alternativas

  • A)

    descrever de modo impessoal as consequências da exploração racial sobre as gerações futuras.

  • B)

    contrapor a infância privilegiada das crianças da época à infância violentada das crianças escravizadas.

  • C)

    antecipar o futuro apagamento das marcas da escravidão no contexto social.

  • D)

    criticar a atenuação da violência contra os povos escravizados nas memórias retratadas pelos museus.

  • E)

    imaginar a reação de indiferença de seus contemporâneos com os escravizados libertos.

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