Enunciado
O Recife fervilhava no começo da década de 1990, e os artistas trabalhavam para resgatar o prestígio da cultura pernambucana. Era preciso se inspirar, literalmente, nas raízes sobre as quais a cidade se construiu. Foi aí que, em 1992, com a publicação de um manifesto escrito pelo músico e jornalista Fred Zero Quatro, da banda Mundo Livre S/A, nasceu o manguebeat. O nome vem de “mangue”, vegetação típica da região, e “beat”, para representar as batidas e as influências musicais que o movimento abraçaria a partir dali. Era a hora e a vez de os caranguejos — aos quais os músicos recifenses gostavam de se comparar — mostrarem as caras: o maracatu e suas alfaias se misturaram com as batidas do hip-hop, as guitarras do rock, elementos eletrônicos e o sotaque recifense de Chico Science. A busca pelo novo rendeu uma perspectiva diferente do Brasil ao olhar para o Recife. A cidade deixou de ser o lugar apenas do frevo e do carnaval, transformando-se na ebulição musical que continua a acontecer mesmo após os 25 anos do lançamento do primeiro disco da Nação Zumbi, Da lama ao caos.
Chico Science foi fundamental para a renovação da música pernambucana, fato que se deu pela
Alternativas
- A)
utilização de aparelhos musicais eletrônicos em lugar dos instrumentos tradicionais.
- B)
ocupação de espaços da natureza local para a produção de eventos musicais memoráveis.
- C)
substituição de antigas práticas musicais, como o frevo, por melodias e harmonias inovadoras.
- D)
recuperação de composições tradicionais folclóricas e sua apresentação em grandes festivais.
- E)
E integração de referenciais culturais de diferentes origens, criando uma nova combinação estética.
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