Ano 2022#huggingface#maritaca-ai-enem#enem#enem-2022

Enunciado

Papos (fragmento) Luis Fernando Verissimo
—Me disseram...
—Disseram-me.
—Hein?
—O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
—Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
—O quê?
—Digo-te que você...
—O “te” e o “você” não combinam.
—Lhe digo?
—Também não. O que você ia me dizer?
—Que você está sendo grosseiro, pedante e chato.
—Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
—O quê?
—O mato.
—Que mato?
—Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem? Pois esqueça-o e para-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
—Se você prefere falar errado...
—Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
Nesse texto, o uso da norma-padrão defendido por um dos personagens torna-se inadequado em razão do(a)

Alternativas

  • A)

    falta de compreensão causada pelo choque entre gerações.

  • B)

    contexto de comunicação em que a conversa se dá.

  • C)

    grau de polidez distinto entre os interlocutores.

  • D)

    diferença de escolaridade entre os falantes.

  • E)

    nível social dos participantes da situação.

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