Ano 2021#ciencias-humanas

Sobre o tema

A crítica ao uso de novas tecnologias no contexto de mudanças produtivas discute os impactos da modernização tecnológica na organização do trabalho. O texto apresenta a transição do modelo taylorista-fordista para um paradigma flexível, marcado pela terceirização, precarização e flexibilização das relações de trabalho. Essa transformação não é apenas técnica, mas envolve reestruturações no controle do capital e na qualificação da mão de obra, evidenciando uma mudança na dinâmica capitalista contemporânea.

Tópicos relacionados

  • Nova ordem tecnológica
  • Precarização do trabalho
  • Modelo flexível de produção

Enunciado

O uso de novas tecnologias envolve a assimilação de uma cultura empresarial na qual haja a integração entre as propostas de modernização tecnológica e a racionalização. Nem sempre o uso de novas tecnologias é
apenas um processo técnico na medida em que pressupõe uma nova orientação no controle do capital, no processo produtivo e na qualificação da mão de obra. Dos diversos efeitos que derivaram dessa orientação, a terceirização, a precarização e a flexibilização aparecem
com constância como características do paradigma flexível, em substituição a modelo taylorista-fordista.

HERÉDIA, V. Novas tecnologias nos processos de trabalho: efeitos da
reestruturação produtiva. Scripta Nova, n. 170, ago. 2004 (adaptado).

O uso de novas tecnologias relacionado a controle empresarial é criticado no texto em razão da

Alternativas

  • A)

    Operacionalização da tarefa laboral.

  • B)

    Capacitação de profissionais liberais.

  • C)

    Fragilização das relações de trabalho.

  • D)

    Hierarquização dos cargos executivos.

  • E)

    Aplicação dos conhecimentos da ciência.

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Perguntas frequentes

Por que o modelo flexível é criticado?

Por promover a precarização e terceirização, afetando relações de trabalho e segurança dos empregos.

Como a modernização tecnológica influencia a qualificação da mão de obra?

Ela exige novas competências, mas muitas vezes restringe a formação contínua, agravando desigualdades.

O que distingue o modelo taylorista-fordista do paradigma flexível?

O primeiro valoriza a padronização e a hierarquia, enquanto o segundo prioriza flexibilidade e externalização.

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