Ano 2013#linguagens

Sobre o tema

A discussão sobre o espanhol como língua pluricêntrica ganhou destaque no século XXI, reconhecendo que existem múltiplos centros de norma linguística, cada um com sua legitimidade. O texto de Luis Fernando Lara critica a visão tradicional que coloca o espanhol da Espanha como padrão superior, defendendo que as variedades americanas são igualmente válidas. Esse debate é relevante para a sociolinguística, a política linguística e o ensino de línguas, pois questiona relações de poder e valoriza a diversidade cultural. A noção de pluricentrismo linguístico aplica-se também a outras línguas, como o português, o inglês e o francês.

Tópicos relacionados

  • Pluricentrismo linguístico no espanhol
  • Variação linguística e prestígio
  • Política linguística da Real Academia Espanhola
  • Língua e identidade cultural
  • Espanhol na América Latina

Enunciado

Pensar la lengua del siglo XXI 

Aceptada la dicotomía entre “español general” académico y “español periférico” americano, la capacidad financiera de la Real Academia, apoyada por la corona y las grandes empresas transnacionales españolas, no promueve la conservación de la unidad, sino la unificación del español, dirigida e impuesta desde España (la Fundación Español Urgente: Fundeu). Unidad y unificación no son lo mismo: la unidad ha existido siempre y com ella la variedad de la lengua, riqueza suprema de nuestras culturas nacionales; la unificación lleva a la pérdida de las diferencias culturales, que nutren al ser humano y son tan importantes como la diversidad biológica de la Tierra.
Culturas nacionales: desde que nacieron los primeros criollos, mestizos y mulatos en el continente hispanoamericano, las diferencias de colonización, las improntas que dejaron en las nacientes sociedades americanas los pueblos aborígenes, la explotación de las riquezas naturales, las redes comerciales coloniales fueron creando culturas propias, diferentes entre sí, aunque con el fondo común de la tradición española. Después de las independencias, cuando se instituyeron nuestras naciones, bajo diferentes influencias, ya francesas, ya inglesas; cuando los inmigrantes italianos, sobre todo, dieron su pauta a Argentina, Uruguay o Venezuela, esas culturas nacionales se consolidaron y con ellas su español, pues la lengua es, ante todo, constituyente. Así, el español actual de España no es sino una más de las lenguas nacionales del mundo hispánico. El español actual es el conjunto de veintidós españoles nacionales, que tienen sus propias características; ninguno vale más que otro. La lengua del siglo XXI es, por eso, una lengua pluricéntrica.

LARA, L.F. Disponível em: www.revistaenie.clarin.com. Acesso em: 25 fev. 2013.

O texto aborda a questão da língua espanhola no século XXI e tem como função apontar que

Alternativas

  • A)

    As especificidades culturais rompem com a unidade hispânica.

  • B)

    As variedades do espanhol têm igual relevância linguística e cultural.

  • C)

    A unidade linguística do espanhol fortalece a identidade cultural hispânica.

  • D)

    A consolidação das diferenças da língua prejudica sua projeção mundial.

  • E)

    A unificação da língua enriquece a competência linguística dos falantes.

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Perguntas frequentes

O que é uma língua pluricêntrica?

É uma língua que possui mais de um centro de norma culta, ou seja, diferentes variedades padrão reconhecidas como legítimas em diferentes regiões, como o espanhol, o português e o inglês.

Qual a diferença entre unidade e unificação linguística?

Unidade refere-se à existência de uma base comum que permite a comunicação, mantendo a diversidade; unificação é a imposição de um padrão único, eliminando diferenças regionais.

Por que as variedades do espanhol americano são consideradas igualmente válidas?

Porque cada variedade reflete a história, cultura e identidade de suas comunidades, sendo tão estruturadas e funcionais quanto a variedade europeia, sem hierarquia linguística intrínseca.

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