Sobre o tema
A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é uma técnica de imagem médica que utiliza radioisótopos como o carbono-11 para visualizar processos metabólicos no corpo. O carbono-11 decai emitindo pósitrons, com meia-vida de aproximadamente 20 minutos. O conceito de meia-vida é fundamental em radioquímica: após cada meia-vida, a quantidade de material radioativo se reduz à metade. Em exames PET, o tempo de aquisição é frequentemente definido em múltiplos da meia-vida para garantir segurança e qualidade da imagem. Compreender o decaimento exponencial permite calcular a massa restante após um determinado período, essencial para dosimetria e interpretação de exames.
Tópicos relacionados
- Meia-vida de isótopos radioativos
- Tomografia por emissão de pósitrons (PET)
- Decaimento exponencial
- Carbono-11 na medicina nuclear
- Cálculo de massa restante após decaimento
Enunciado
Glicose marcada com nuclídeos de carbono-11 é utilizada na medicina para se obter imagens tridimensionais do cérebro, por meio de tomografia de emissão de pósitrons. A desintegração do carbono-11 gera um pósitron, com tempo de meia-vida de 20,4 min, de acordo com a equação da reação nuclear

A partir da injeção de glicose marcada com esse nuclídeo, o tempo de aquisição de uma imagem de tomografia é de cinco meias-vidas.
Considerando que o medicamento contém 1,00 g do carbono-11, a massa, em miligramas, do nuclídeo restante, após a aquisição da imagem, é mais próxima de
Alternativas
- A)
0,200.
- B)
0,969.
- C)
9,80.
- D)
31,3.
- E)
200.
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Perguntas frequentes
O que é meia-vida de um isótopo radioativo?
Meia-vida é o tempo necessário para que a quantidade de um isótopo radioativo se reduza à metade de seu valor inicial. É uma constante característica de cada nuclídeo.
Como funciona a tomografia por emissão de pósitrons (PET)?
Na PET, um radioisótopo emissor de pósitrons (como o carbono-11) é incorporado a uma molécula biologicamente ativa e injetado no paciente. Os pósitrons emitidos aniquilam-se com elétrons, produzindo fótons gama detectados por um scanner, gerando imagens tridimensionais do metabolismo.
Por que o carbono-11 é utilizado em exames de PET?
O carbono-11 tem meia-vida curta (cerca de 20 minutos), o que reduz a exposição à radiação do paciente. Além disso, pode ser incorporado à glicose e outras moléculas, permitindo estudar processos metabólicos como o consumo de glicose no cérebro.