Ano 2013

Sobre o tema

A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é uma técnica de imagem médica que utiliza radioisótopos como o carbono-11 para visualizar processos metabólicos no corpo. O carbono-11 decai emitindo pósitrons, com meia-vida de aproximadamente 20 minutos. O conceito de meia-vida é fundamental em radioquímica: após cada meia-vida, a quantidade de material radioativo se reduz à metade. Em exames PET, o tempo de aquisição é frequentemente definido em múltiplos da meia-vida para garantir segurança e qualidade da imagem. Compreender o decaimento exponencial permite calcular a massa restante após um determinado período, essencial para dosimetria e interpretação de exames.

Tópicos relacionados

  • Meia-vida de isótopos radioativos
  • Tomografia por emissão de pósitrons (PET)
  • Decaimento exponencial
  • Carbono-11 na medicina nuclear
  • Cálculo de massa restante após decaimento

Enunciado

Glicose marcada com nuclídeos de carbono-11 é utilizada na medicina para se obter imagens tridimensionais do cérebro, por meio de tomografia de emissão de pósitrons. A desintegração do carbono-11 gera um pósitron, com tempo de meia-vida de 20,4 min, de acordo com a equação da reação nuclear

![](https://enem.dev/2013/questions/49/86572122-3741-461a-b45c-123d565ad9d8.png)

A partir da injeção de glicose marcada com esse nuclídeo, o tempo de aquisição de uma imagem de tomografia é de cinco meias-vidas.

Considerando que o medicamento contém 1,00 g do carbono-11, a massa, em miligramas, do nuclídeo restante, após a aquisição da imagem, é mais próxima de

Alternativas

  • A)

    0,200.

  • B)

    0,969.

  • C)

    9,80.

  • D)

    31,3.

  • E)

    200.

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Perguntas frequentes

O que é meia-vida de um isótopo radioativo?

Meia-vida é o tempo necessário para que a quantidade de um isótopo radioativo se reduza à metade de seu valor inicial. É uma constante característica de cada nuclídeo.

Como funciona a tomografia por emissão de pósitrons (PET)?

Na PET, um radioisótopo emissor de pósitrons (como o carbono-11) é incorporado a uma molécula biologicamente ativa e injetado no paciente. Os pósitrons emitidos aniquilam-se com elétrons, produzindo fótons gama detectados por um scanner, gerando imagens tridimensionais do metabolismo.

Por que o carbono-11 é utilizado em exames de PET?

O carbono-11 tem meia-vida curta (cerca de 20 minutos), o que reduz a exposição à radiação do paciente. Além disso, pode ser incorporado à glicose e outras moléculas, permitindo estudar processos metabólicos como o consumo de glicose no cérebro.