Sobre o tema
O crescimento acelerado das cidades brasileiras, especialmente a partir da segunda metade do século XX, trouxe consigo o fenômeno da periferização: a expansão desordenada de áreas afastadas dos centros, muitas vezes precárias em infraestrutura. Esse processo é analisado por Ermínia Maricato, que destaca a contradição entre a necessidade de construir cidades para a população e a insatisfação das necessidades básicas. A especulação imobiliária, aliada ao crescimento populacional, é um motor central dessa dinâmica, encarecendo áreas centrais e empurrando os mais pobres para as bordas urbanas. Compreender essa lógica é essencial para pensar políticas de planejamento urbano, direito à cidade e combate à desigualdade socioespacial.
Tópicos relacionados
- Periferização urbana no Brasil
- Especulação imobiliária
- Crescimento populacional e cidades
- Direito à cidade
- Planejamento urbano
Enunciado
Trata-se de um gigantesco movimento de construção de cidades, necessário para o assentamento residencial dessa população, bem como de suas necessidades de trabalho, abastecimento, transportes, saúde, energia, água etc. Ainda que o rumo tomado pelo crescimento urbano não tenha respondido satisfatoriamente a todas essas necessidades, o território foi ocupado e foram construídas as condições para viver nesse espaço.
MARICATO, E. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Vozes, 2001.
A dinâmica de transformação das cidades tende a apresentar como consequência a expansão das áreas periféricas pelo(a)
Alternativas
- A)
Crescimento da população urbana e aumento da especulação imobiliária.
- B)
Direcionamento maior do fluxo de pessoas, devido à existência de um grande número de serviços.
- C)
Delimitação de áreas para uma ocupação organizada do espaço físico, melhorando a qualidade de vida.
- D)
Implantação de políticas públicas que promovem a moradia e o direito à cidade aos seus moradores.
- E)
Reurbanização de moradias nas áreas centrais, mantendo o trabalhador próximo ao seu emprego, diminuindo os deslocamentos para a periferia.
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Perguntas frequentes
O que causa a expansão de áreas periféricas nas cidades brasileiras?
A expansão periférica é impulsionada pelo crescimento populacional combinado com a especulação imobiliária, que valoriza áreas centrais e afasta moradores de baixa renda para regiões mais distantes e desprovidas de infraestrutura.
Como a especulação imobiliária afeta a organização do espaço urbano?
A especulação imobiliária retém terrenos para valorização futura, elevando preços e estimulando a ocupação desordenada de áreas periféricas, enquanto regiões centrais ficam subutilizadas ou elitizadas.
Qual a relação entre o crescimento urbano e a desigualdade social?
O crescimento urbano muitas vezes ocorre de forma excludente: a falta de políticas habitacionais e de planejamento leva à segregação socioespacial, com a população pobre concentrada em periferias com acesso limitado a serviços e empregos.