Ano 2011

Sobre o tema

A Primavera Árabe foi uma onda de protestos e revoluções que varreu o mundo árabe a partir de 2010, desafiando décadas de regimes autoritários centralizadores. A insatisfação popular era alimentada por fatores como desemprego juvenil, falta de perspectivas econômicas e repressão política. A internet, especialmente plataformas como Facebook e Twitter, desempenhou um papel crucial na organização e difusão das manifestações. Embora a tecnologia não tenha causado as revoluções, ela amplificou as vozes da oposição, permitindo a mobilização rápida e a coordenação entre os manifestantes. O texto destacado exemplifica como um ato de protesto individual na Tunísia desencadeou um movimento que derrubou governos no Egito e em outros países, evidenciando o poder transformador da comunicação digital em contextos de censura e controle estatal.

Tópicos relacionados

  • Primavera Árabe
  • Redes sociais e ativismo político
  • Jovens e desemprego no mundo árabe
  • Impacto da internet em regimes autoritários
  • Mobilização social digital

Enunciado

No mundo árabe, países governados há décadas por regimes políticos centralizadores contabilizam metade da população com menos de 30 anos; desses, 56% têm acesso à internet. Sentindo-se sem perspectivas de futuro e diante da estagnação da economia, esses jovens incubam vírus sedentos por modernidade e democracia. Em meados de dezembro, um tunisiano
de 26 anos, vendedor de frutas, põe fogo no próprio corpo em protesto por trabalho, justiça e liberdade. Uma série de manifestações eclode na Tunísia e, como uma epidemia, o vírus libertário começa a se espalhar pelos países vizinhos, derrubando em seguida o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Sites e redes sociais – como o Facebook e o Twitter – ajudaram a mobilizar manifestantes do norte da África a ilhas do Golfo Pérsico.

SEQUEIRA, C. D.; VILLAMÉA, L. A epidemia da Liberdade. Istoé Internacional. 2 mar. 2011 (adaptado).

Considerando os movimentos políticos mencionados no texto, o acesso à internet permitiu aos jovens árabes

Alternativas

  • A)

    Reforçar a atuação dos regimes políticos existentes.

  • B)

    Tomar conhecimento dos fatos sem se envolver.

  • C)

    Manter o distanciamento necessário à sua segurança.

  • D)

    Disseminar vírus capazes de destruir programas dos computadores.

  • E)

    Difundir ideias revolucionárias que mobilizaram a população.

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Perguntas frequentes

Qual foi o papel das redes sociais na Primavera Árabe?

As redes sociais serviram como ferramenta de mobilização e organização, permitindo que os manifestantes compartilhassem informações, coordenassem protestos e divulgassem imagens dos eventos para o mundo, contornando a censura dos regimes autoritários.

Por que os jovens foram protagonistas na Primavera Árabe?

Os jovens representavam uma grande parcela da população desempregada e sem perspectivas, além de serem os principais usuários das tecnologias digitais, o que os tornou agentes ativos na organização e participação dos protestos.

A internet pode causar revoluções?

A internet por si só não causa revoluções, mas atua como catalisador ao facilitar a comunicação e a difusão de ideias. As causas estruturais, como opressão política e crise econômica, são os fatores determinantes para os movimentos de massa.