Ano 2010

Sobre o tema

A política, segundo Paul Valéry, passa por duas fases históricas: no autoritarismo excludente, as pessoas são impedidas de cuidar de seus próprios interesses; na democracia incompleta, são coagidas a decidir sobre temas que desconhecem. O elemento comum é que, em ambas, minoria detém o controle das decisões. Essa visão crítica aponta limites tanto de regimes fechados quanto de democracias representativas, onde elites políticas centralizam o poder.

Tópicos relacionados

  • Autoritarismo excludente
  • Democracia representativa
  • Participação popular
  • Elite política
  • Teoria democrática

Enunciado

A política foi, inicialmente, a arte de impedir as pessoas de se ocuparem do que lhes diz respeito. Posteriormente, passou a ser a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem.

VALÉRY, P. Cadernos. Apud BENEVIDES, M. V. M.
A cidadania ativa. São Paulo: Ática, 1996.

Nessa definição, o autor entende que a história da política está dividida em dois momentos principais: um primeiro, marcado pelo autoritarismo excludente, e um segundo, caracterizado por uma democracia incompleta. Considerando o texto, qual é o elemento comum a esses dois momentos da história política?

Alternativas

  • A)

    A distribuição equilibrada do poder.

  • B)

    O impedimento da participação popular.

  • C)

    O controle das decisões por uma minoria.

  • D)

    A valorização das opiniões mais competentes.

  • E)

    A sistematização dos processos decisórios.

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Perguntas frequentes

O que caracteriza o autoritarismo excludente?

É um regime onde a população é impedida de participar das decisões políticas, com poder concentrado em uma minoria que controla o Estado.

Por que a democracia representativa pode ser considerada incompleta?

Porque a participação popular se limita ao voto periódico, enquanto as decisões cotidianas ficam nas mãos de representantes que podem não refletir a vontade popular.

Como a crítica de Valéry se relaciona com a teoria das elites?

A teoria das elites, de Pareto e Mosca, sustenta que sempre uma minoria governa; a crítica de Valéry reforça que mesmo em democracias, o controle minoritário persiste.