Ano 2009

Sobre o tema

A construção de rodovias em zonas rurais e áreas preservadas envolve um dilema entre desenvolvimento social e conservação ambiental. De um lado, estradas facilitam o acesso a serviços, promovem a integração de comunidades isoladas e estimulam o desenvolvimento econômico e social. De outro, podem fragmentar habitats, interromper fluxos gênicos, facilitar a invasão de espécies exóticas e aumentar a pressão humana sobre ecossistemas nativos. A questão do ENEM 2009 aborda esse conflito, testando a capacidade de conciliar interesses aparentemente opostos. A solução proposta exige planejamento cuidadoso, com estudos de impacto ambiental e medidas de compensação, em vez de proibições totais ou subestimação dos danos. O tema é central para políticas de desenvolvimento sustentável e gestão territorial no Brasil.

Tópicos relacionados

  • Impactos ambientais de rodovias
  • Fragmentação de habitats e fluxo gênico
  • Desenvolvimento sustentável
  • Conciliação entre progresso e conservação
  • Estudos de impacto ambiental (EIA)

Enunciado

A abertura e a pavimentação de rodovias em zonas rurais e regiões afastadas dos centros urbanos, por um lado, possibilita melhor acesso e maior integração entre as comunidades, contribuindo com o desenvolvimento social e urbano de populações isoladas. Por outro lado, a construção de rodovias pode trazer impactos indesejáveis ao meio ambiente, visto que a abertura de estradas pode resultar na fragmentação de habitats, comprometendo o fluxo gênico e as interações entre espécies silvestres, além de prejudicar o fluxo natural de rios e riachos, possibilitar o ingresso de espécies exóticas em ambientes naturais e aumentar a pressão antrópica sobre os ecossistemas nativos.

BARBOSA, N. P. U.; FERNANDES, G. W. A destruição do jardim. Scientific American Brasil. Ano 7, número 80, dez. 2008 (adaptado).

Nesse contexto, para conciliar os interesses aparentemente contraditórios entre o progresso social e urbano e a conservação do meio ambiente, seria razoável

Alternativas

  • A)

    Impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em regiões preservadas, pois a qualidade de vida e as tecnologias encontradas nos centros urbanos são prescindíveis às populações rurais.

  • B)

    Impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em regiões preservadas, promovendo a migração das populações rurais para os centros urbanos, onde a qualidade de vida é melhor.

  • C)

    Permitir a abertura e a pavimentação de rodovias apenas em áreas rurais produtivas, haja vista que nas demais áreas o retorno financeiro necessário para produzir uma melhoria na qualidade de vida da região não é garantido.

  • D)

    Permitir a abertura e a pavimentação de rodovias, desde que comprovada a sua real necessidade e após a realização de estudos que demonstrem ser possível contornar ou compensar seus impactos ambientais.

  • E)

    Permitir a abertura e a pavimentação de rodovias, haja vista que os impactos ao meio ambiente são temporários e podem ser facilmente revertidos com as tecnologias existentes para recuperação de áreas degradadas.

0.0 (0 avaliacoes)

Avaliar: +1 XP. Favoritar: salva pra revisar. Comentar: +5 XP + 1 credito IA.

Comentarios (0)

Login obrigatorio

Carregando comentarios...

Perguntar pra IA

Perguntas frequentes

Por que a construção de rodovias pode fragmentar habitats?

A abertura de estradas cria barreiras físicas que dividem áreas contínuas de vegetação, isolando populações de animais e plantas, o que reduz o fluxo gênico e pode levar à perda de diversidade genética e até à extinção local.

O que são espécies exóticas e como as rodovias facilitam seu ingresso?

Espécies exóticas são aquelas introduzidas fora de sua área de distribuição natural. As rodovias atuam como corredores de dispersão, permitindo que essas espécies se espalhem para novos ambientes, onde podem competir com as nativas e desequilibrar ecossistemas.

Como conciliar desenvolvimento e conservação ambiental na construção de estradas?

É necessário realizar estudos de impacto ambiental prévios, planejar rotas que evitem áreas de alta sensibilidade e implementar medidas de mitigação e compensação, como a construção de passagens de fauna e a revegetação de áreas degradadas.