Sobre o tema
Eric Hobsbawm, em sua obra 'A Era dos Extremos', analisou o fascismo como um fenômeno complexo, resultado de múltiplas crises. Ele questionou a visão simplista que atribui o florescimento fascista exclusivamente a fatores econômicos, como a inflação e a perda de poupanças. Para Hobsbawm, elementos como o medo da revolução comunista, a fragilidade das instituições liberais e o nacionalismo radical foram mais determinantes. Sua interpretação destaca a intersecção entre política, ideologia e contexto social, oferecendo uma perspectiva fundamental para estudantes de história mundial, especialmente em concursos como o CACD.
Tópicos relacionados
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- Papel das crises econômicas na ascensão fascista
- Historiografia do fascismo no século XX
- Eric Hobsbawm e a Era dos Extremos
- Fatores políticos e sociais do fascismo
Enunciado
Segundo Hobsbawm, o desaparecimento das poupanças e as grandes inflações pouco contribuíram para o florescimento do fascismo na Europa central.
Alternativas
- C)
Certo
- E)
Errado
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Perguntas frequentes
Por que Hobsbawm rejeitou a explicação econômica para o fascismo?
Hobsbawm argumentou que crises econômicas, como inflação e perda de poupanças, existiam em outros países sem gerar fascismo. Ele enfatizou fatores como trauma da Primeira Guerra, medo do comunismo e fragilidade democrática.
Quais fatores Hobsbawm considerou centrais para o surgimento do fascismo?
Ele destacou a mobilização de massas por líderes carismáticos, o nacionalismo exacerbado, o anticomunismo e a crise de legitimidade dos governos liberais no período entre guerras.
Como a obra 'A Era dos Extremos' contextualiza o fascismo?
Hobsbawm insere o fascismo no 'curto século XX', como resposta às crises do capitalismo e à Revolução Russa, sendo um movimento de reação que unia classes médias e elites contra a esquerda.