Sobre o tema
A análise sintática é fundamental para a compreensão da estrutura das orações em português. Nesta questão do CACD, examina-se a função de termos como 'humanos' e 'pessoas simbólico-desejantes' em um contexto de complemento verbal. Esses termos atuam como predicativos do objeto, pois qualificam ou definem o objeto direto após verbos como 'fazer' e 'tornar'. O estudo das funções sintáticas, especialmente do predicativo do objeto, é essencial para interpretar corretamente textos e resolver questões de gramática em concursos de alto nível.
Tópicos relacionados
- Funções sintáticas do termo
- Predicativo do objeto
- Verbos transitivos e seus complementos
- Análise sintática em textos
- Questões de gramática do CACD
Enunciado
Bem antes que tentassem me convencer que a data de nascimento da modernidade era um espirro cartesiano, ou então um novo interesse empírico pela natureza que transpira das páginas do Novum Organum de Bacon, ou ainda (mais tarde e mais “marxista”) a abertura dos primeiros bancos — bem antes de tudo isso, quando era rapaz, se ensinava que a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre estas, a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler Mediterrâneo de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não costeando, mas reto para frente. Precisa, entre outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo — este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado — para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna. social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999, p. 11-12 (com adaptações). que imediatamente o antecede. De acordo com o comando a que pontuação negativa. Para as devidas marcações, use a Folha de objetiva. FASE -- Após as experiências históricas do século passado, na psicanálise, no estruturalismo lévi-straussiano, na semiologia e no pós-estruturalismo, não há mais plausibilidade para se pensar em um humano típico do século XIX. Um ser volitivo e racional, plenamente consciente de suas necessidades materiais e que age movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de atender a essas necessidades. Tudo muito coerente, porém ficcional. A pessoa que pensamos desde o final do século XX é bem diversa. Muito mais ambígua e inconsistente em seu agir no mundo, um agir reativo ao seu meio em confronto com suas vivências culturais. Atende a necessidades materiais e a “necessidades” simbólicas, isto é, a desejos. Pensamos a pessoa como um animal simbólico e desejante, uma estrutura movida por algo bem mais complexo do que aquela simples e plena consciência racional. Movimenta-se por algo que vai além de suas necessidades biológicas. O desejo abarca a necessidade. Cada pessoa é uma entidade eminentemente simbólica, deseja por meio do simbólico. Movimenta-se por seus desejos, fala seus desejos, deseja mediante a expressão simbólica. Fala por significações desejantes. Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem, enlaçado socialmente pela linguagem. Não uma linguagem como mera transmissão de ideias que já estariam na consciência individual. Não uma linguagem como um simples produto da mente racional e intencional que estaria meramente expressando e comunicando pensamentos que a antecedem, mas linguagem como produção, como processo de produção de ideias desejantes. Uma linguagem considerada como laço societário. Como aquilo que une um humano a outro, que os faz humanos e, assim, os torna pessoas simbólico-desejantes. São sujeitos sujeitados à linguagem. Cada pessoa fala seus desejos e se torna sujeito desses desejos que a sujeitam. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os seguintes itens.
No antepenúltimo período do segundo parágrafo, “humanos” e “pessoas simbólico-desejantes” exercem, nas orações em que se inserem, a mesma função sintática.
Alternativas
- C)
Certo
- E)
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Perguntas frequentes
O que é predicativo do objeto?
É um termo que qualifica ou define o objeto direto, atribuindo-lhe uma característica ou estado, após verbos como 'achar', 'considerar', 'fazer', 'tornar'.
Como identificar um predicativo do objeto em uma oração?
Ele aparece depois de um verbo transitivo direto que exige um complemento, e o termo se refere ao objeto, podendo ser substituído por 'o' + adjetivo.
Qual a diferença entre predicativo do sujeito e predicativo do objeto?
O predicativo do sujeito qualifica o sujeito após verbo de ligação; o predicativo do objeto qualifica o objeto direto após verbo transitivo.
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