Ano 2024#cacd#fase1#certo-errado#direito#direito

Sobre o tema

O Tribunal Penal Internacional (TPI) é regido pelo Estatuto de Roma, que estabelece os mecanismos de ativação da sua jurisdição. Uma das inovações do Estatuto é a possibilidade de o procurador iniciar investigações de ofício (proprio motu), com base em informações de fontes como vítimas, ONGs ou relatórios oficiais. Essa iniciativa, contudo, depende de autorização da Câmara de Pré-Julgamento. Críticas doutrinárias apontam que tal poder poderia gerar ativismos, mas ele é contrabalançado por controles judiciais. A afirmação de que o procurador não detém iniciativa própria é incorreta, pois ele pode agir independentemente de Estados-partes ou do Conselho de Segurança, desde que haja autorização judicial.

Tópicos relacionados

  • Poderes do procurador do TPI
  • Iniciativa própria (proprio motu) no Estatuto de Roma
  • Mecanismos de ativação da jurisdição do TPI
  • Críticas doutrinárias ao Estatuto de Roma
  • Controle judicial das investigações do TPI

Enunciado

Em relação ao Tribunal Penal Internacional (TPI), ao Estatuto

Uma das principais críticas de parte da doutrina ao Estatuto Roma refere-se ao fato de o procurador do TPI não deter iniciativa de abrir inquérito com base em informações sobre prática de crimes da competência do tribunal, dependendo, para tanto, de anuência do Estado-parte ou de denúncia proveniente do Conselho de Segurança da ONU.

Alternativas

  • C)

    Certo

  • E)

    Errado

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Perguntas frequentes

Quais são as formas de ativar a jurisdição do Tribunal Penal Internacional?

A jurisdição do TPI pode ser ativada por três formas: denúncia de um Estado-parte, remessa do Conselho de Segurança da ONU ou iniciativa própria do procurador (proprio motu), nesta última com autorização da Câmara de Pré-Julgamento.

O procurador do TPI pode iniciar investigações sem autorização de Estados ou da ONU?

Sim, o procurador pode iniciar investigações de ofício com base em informações sobre crimes de sua competência, mas precisa de autorização da Câmara de Pré-Julgamento para dar início formal ao inquérito.

Qual é a principal crítica ao poder de iniciativa própria do procurador do TPI?

Parte da doutrina critica o poder proprio motu por considerar que amplia demais a discricionariedade do procurador, podendo levar a investigações politicamente motivadas ou seletivas, embora haja controle judicial.