Analista do CNJ (Conselho Nacional de Justiça): salário e concurso

Carreira Analista do CNJ: salário R$ 13.994 + auxílios, atribuições (controle administrativo Judiciário), banca Cebraspe. 2026.

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Analista Judiciário do CNJ: carreira, salário e concurso 2026

O Analista Judiciário do Conselho Nacional de Justiça integra o quadro permanente do CNJ, órgão criado pela Emenda Constitucional nº 45/2004 com a missão de fiscalizar a atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e o cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados. Trata-se de carreira de elite dentro do funcionalismo do Judiciário Federal, com atribuições estratégicas que vão da gestão de inspeções correcionais à execução de políticas judiciárias nacionais (Resolução CNJ, Justiça em Números, CNIB, BNMP, Banco Nacional de Mandados de Prisão).

O último concurso para o cargo foi realizado em 2013, organizado pelo Cebraspe (à época Cespe/UnB). Desde então, o quadro tem sido reposto majoritariamente por remoção, redistribuição e cessão de servidores oriundos de outros tribunais (STF, STJ, CJF, TSE, TRFs). Há expectativa de novo certame, mas sem cronograma oficial divulgado até abril de 2026.

Resumo executivo

- Cargo: Analista Judiciário do CNJ
- Órgão: Conselho Nacional de Justiça (Brasília/DF)
- Lotação: exclusivamente Brasília (sede do CNJ no STF)
- Salário inicial: R$ 13.994,78 (vencimento básico) + auxílios
- Banca histórica: Cebraspe
- Último concurso: 2013
- Próximo concurso: sem data oficial (abril 2026)
- Concorrência típica: superior a 200 candidatos por vaga

O que faz um Analista Judiciário do CNJ

As atribuições do Analista Judiciário do CNJ derivam diretamente das competências constitucionais do órgão, previstas no artigo 103-B da Constituição Federal, incluído pela EC 45/2004, e regulamentadas pela Lei nº 11.364/2006 (que cria as carreiras dos servidores do CNJ) e pelo Regimento Interno do CNJ.

Funções centrais

Controle administrativo e financeiro do Judiciário

O analista atua na instrução de Procedimentos de Controle Administrativo (PCA), Procedimentos Administrativos Disciplinares (PAD) contra magistrados, inspeções correcionais em tribunais estaduais e federais, e fiscalização de atos administrativos dos órgãos do Judiciário. Isso inclui análise de licitações, concursos públicos do Judiciário, gastos com pessoal e adequação aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Apoio às Comissões Permanentes

O CNJ funciona por meio de comissões temáticas (Eficiência Operacional, Acesso à Justiça e Cidadania, Tecnologia da Informação e Inovação, Direitos Humanos, Sistema Carcerário, entre outras). O analista produz pareceres técnicos, minutas de resolução, estudos comparativos e relatórios estatísticos para subsidiar deliberações do plenário.

Execução de políticas judiciárias nacionais

Programa Justiça 4.0, Justiça em Números (relatório anual com indicadores de desempenho do Judiciário), Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP 2.0), Cadastro Nacional de Inspeções nos Estabelecimentos Penais (CNIEP), Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br), Selo Justiça em Números, prêmios CNJ de qualidade.

Acompanhamento de metas nacionais

O CNJ define anualmente as Metas Nacionais do Judiciário (Meta 1, julgar mais processos do que distribuídos; Meta 2, julgar processos antigos; Metas específicas para violência doméstica, crimes contra a Administração, processos prioritários do CNJ etc.). O analista monitora cumprimento dessas metas tribunal a tribunal.

Atendimento a magistrados e cidadãos

O analista despacha demandas via Ouvidoria do CNJ, presta apoio aos conselheiros e ao Corregedor Nacional de Justiça, recebe e instrui denúncias contra magistrados, processa requerimentos administrativos.

Especialidades do cargo

A carreira de Analista Judiciário do CNJ é segmentada em três áreas (semelhante ao desenho dos demais tribunais superiores):

1. Área Judiciária (formação em Direito): atua diretamente em PCAs, PADs, processos disciplinares, instrução de pedidos de providências, análise de constitucionalidade de atos normativos do Judiciário.

2. Área Administrativa (formação superior em qualquer área): gestão administrativa, recursos humanos, licitações, contratos, planejamento estratégico, governança corporativa, orçamento.

3. Apoio Especializado (formação específica conforme edital): subdivide-se em diversas especialidades, entre elas:
- Análise de Sistemas (Tecnologia da Informação, Engenharia de Software, Infraestrutura)
- Estatística
- Arquivologia
- Biblioteconomia
- Contabilidade
- Engenharia (Civil, Elétrica)
- Arquitetura
- Comunicação Social (Jornalismo)
- Psicologia
- Pedagogia

A distribuição de vagas entre as áreas varia a cada edital. No concurso de 2013, foram ofertadas vagas para todas as três áreas, com forte concentração em Análise de Sistemas e Área Judiciária.

Requisitos para o cargo

Requisitos legais

- Nacionalidade brasileira (nato ou naturalizado)
- Idade mínima de 18 anos completos na posse
- Pleno gozo dos direitos políticos
- Quitação com obrigações militares (homens) e eleitorais
- Diploma de nível superior registrado no MEC, na área específica do cargo
- Aptidão física e mental para o exercício das atribuições
- Idoneidade moral comprovada por folhas de antecedentes (federais e estaduais) e certidões da Justiça Eleitoral, Federal, Estadual e Trabalhista
- Inexistência de impedimentos previstos na Lei nº 8.112/1990 (regime jurídico dos servidores federais) e na Lei nº 11.416/2006 (carreiras do Judiciário Federal)

Formação exigida por especialidade

| Especialidade | Formação obrigatória |
|---|---|
| Área Judiciária | Bacharelado em Direito |
| Área Administrativa | Diploma superior em qualquer área |
| Análise de Sistemas | Sistemas de Informação, Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Engenharia de Software ou áreas correlatas |
| Estatística | Bacharelado em Estatística + registro no CONRE |
| Arquivologia | Bacharelado em Arquivologia |
| Biblioteconomia | Bacharelado em Biblioteconomia + registro no CRB |
| Contabilidade | Bacharelado em Ciências Contábeis + registro no CRC |
| Engenharia | Bacharelado em Engenharia (especialidade do edital) + registro no CREA |

No edital de 2013 não havia exigência de tempo mínimo de prática profissional. A confirmação do cargo dependeu apenas de aprovação em todas as fases.

Exames de saúde e psicotécnico

A aprovação no concurso é seguida por exames pré-admissionais (clínico, laboratorial, oftalmológico, audiometria, exames complementares conforme idade e gênero) e, em algumas especialidades, exame psicotécnico. No último certame, o psicotécnico não foi obrigatório para todas as áreas.

Estrutura do concurso

A estrutura típica do concurso para Analista Judiciário do CNJ, replicada nos certames anteriores e provavelmente mantida em editais futuros, contempla:

Fase 1: Prova Objetiva (eliminatória e classificatória)

- 120 questões de múltipla escolha (no padrão Cebraspe, geralmente certo/errado)
- Distribuídas entre Conhecimentos Básicos (60 questões) e Conhecimentos Específicos (60 questões)
- Aplicada em Brasília
- Duração de 4h30 a 5 horas
- Mínimo de acertos por bloco para passagem
- Eliminatória: pontuação mínima absoluta exigida (geralmente 50% dos pontos no bloco específico)

Fase 2: Prova Discursiva (eliminatória e classificatória)

- 1 ou 2 questões dissertativas sobre temas específicos da área de conhecimento
- Padrão Cebraspe: avaliação por critérios (apresentação, conteúdo, domínio do tema, raciocínio, fundamentação técnica)
- Mínimo de 30 pontos em 60 possíveis para aprovação
- Convocação restrita aos candidatos com melhor desempenho na prova objetiva (geralmente 5x o número de vagas)

Fase 3: Prova Prática (apenas algumas especialidades)

Em especialidades como Análise de Sistemas (Desenvolvimento), pode haver prova prática de programação ou estudo de caso técnico.

Fase 4: Avaliação de Títulos (classificatória)

- Pós-graduação lato sensu (especialização) na área: pontuação fixa
- Mestrado na área: pontuação fixa
- Doutorado na área: pontuação fixa
- Experiência profissional em órgãos do Judiciário ou correlatos: pontuação por ano completo

A avaliação de títulos não elimina, apenas classifica.

Fase 5: Procedimento Administrativo de Investigação Social e Funcional

Verificação de antecedentes criminais, vida pregressa, idoneidade moral. Eliminatória se houver fato impeditivo.

Banca típica

O Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos), antigo Cespe/UnB, organizou os dois últimos concursos do CNJ (2007 e 2013). É a banca historicamente associada aos certames do órgão, dada sua expertise em concursos do Judiciário Superior (STF, STJ, CJF, TSE, CNJ, AGU).

Características das provas Cebraspe relevantes para o candidato:

- Itens certo/errado com penalização (cada item errado anula um item certo)
- Discursivas com critérios de avaliação rígidos e estrutura padronizada
- Cobrança de jurisprudência atualizada do STF e STJ
- Forte ênfase em legislação seca, especialmente em Direito Administrativo, Direito Constitucional e organização judiciária
- Casos práticos envolvendo competência do CNJ

É possível que um próximo concurso seja organizado por outra banca (FGV ou FCC, que têm crescido em concursos federais), mas a tradição do CNJ aponta para o Cebraspe.

Disciplinas cobradas

A grade de disciplinas varia conforme a especialidade. As listas abaixo refletem o último edital (2013) e são referência para preparação.

Conhecimentos Básicos (todas as áreas)

- Língua Portuguesa: compreensão e interpretação de texto, ortografia, acentuação, classes de palavras, sintaxe, regência, concordância, redação oficial (Manual da Presidência)
- Língua Inglesa: compreensão de textos técnico-jurídicos
- Noções de Direito Constitucional: princípios fundamentais, direitos e garantias, organização do Estado, Poder Judiciário, EC 45/2004, controle de constitucionalidade
- Noções de Direito Administrativo: princípios, atos administrativos, serviços públicos, agentes públicos, licitações (Lei 14.133/2021), contratos administrativos, processo administrativo (Lei 9.784/1999), improbidade administrativa (Lei 8.429/1992)
- Regimento Interno do CNJ
- Lei nº 11.416/2006 (carreiras do Judiciário Federal)
- Lei nº 8.112/1990 (regime jurídico dos servidores federais)
- Ética no Serviço Público (Decreto nº 1.171/1994)
- Raciocínio Lógico e Quantitativo

Conhecimentos Específicos: Área Judiciária

- Direito Constitucional aprofundado: Poder Judiciário (artigos 92 a 126), CNJ (art. 103-B), Conselho Nacional do Ministério Público, Justiças especializadas
- Direito Administrativo aprofundado: controle da Administração, processo administrativo disciplinar, Lei de Responsabilidade Fiscal
- Direito Civil: parte geral, obrigações, contratos
- Direito Processual Civil: jurisdição, competência, atos processuais, recursos, processo eletrônico
- Direito Penal: crimes contra a Administração Pública (artigos 312 a 359)
- Direito Processual Penal: ação penal, prisão, medidas cautelares
- Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) - LC 35/1979
- Estatuto da Magistratura e jurisprudência do CNJ
- Direito do Trabalho e Processual do Trabalho (noções)
- Direito Eleitoral (noções)
- Direito Tributário (noções)

Conhecimentos Específicos: Análise de Sistemas (Desenvolvimento)

- Engenharia de Software (UML, padrões de projeto, métodos ágeis)
- Banco de Dados (modelagem, SQL, NoSQL)
- Linguagens de Programação (Java, Python, JavaScript)
- Arquitetura de Sistemas (microsserviços, APIs REST, mensageria)
- Segurança da Informação (OWASP, criptografia, ISO 27001)
- Governança de TI (ITIL, COBIT, MPS-BR)
- Acessibilidade (WCAG, eMAG)
- Sistemas do Judiciário (PJe, eproc, SEEU, BNMP, PDPJ-Br)

Salário inicial atualizado

O vencimento básico do Analista Judiciário segue a tabela da Lei nº 11.416/2006, atualizada pelas reestruturações posteriores. Em abril de 2026, o vencimento básico inicial (Classe A, Padrão 1) é de:

- Vencimento Básico: R$ 13.994,78
- Gratificação de Atividade Judiciária (GAJ): 35% sobre o vencimento básico, em torno de R$ 4.898,00
- Auxílio-Alimentação: R$ 1.393,10 (valor padrão STF/CNJ)
- Auxílio-Saúde: per capita, variável por idade do dependente
- Auxílio-Pré-Escolar: para servidores com filhos até 6 anos
- Adicional de Qualificação (AQ):
- Especialização: 7,5% sobre o vencimento
- Mestrado: 10%
- Doutorado: 12,5%
- Por treinamentos (Ações de Treinamento): 1% por curso até 3% acumulado

Remuneração total inicial estimada (Classe A, Padrão 1, sem dependentes, sem AQ por titulação): aproximadamente R$ 20.285,88 (vencimento + GAJ + auxílio-alimentação).

Com Adicional de Qualificação por mestrado e dependentes, o líquido pode ultrapassar R$ 22.000.

Topo da carreira (Classe C, Padrão 13): vencimento básico próximo de R$ 21.300, com GAJ a remuneração total bruta passa de R$ 28.000.

Fontes oficiais para confirmação dos valores atualizados:
- Tabelas de Remuneração CNJ
- Lei nº 11.416/2006 atualizada

Jornada e regime

- Regime jurídico: Estatutário, Lei nº 8.112/1990 (servidor público federal)
- Jornada: 40 horas semanais, 8 horas diárias (segunda a sexta)
- Horário de funcionamento do CNJ: 12h às 19h (atendimento ao público)
- Possibilidade de teletrabalho: regulamentada pela Resolução CNJ nº 227/2016, atualizada por normas internas. Em 2026, modalidade híbrida é amplamente adotada
- Banco de horas: previsto, conforme regulamentação interna
- Estabilidade: após 3 anos de efetivo exercício e avaliação de desempenho positiva
- Aposentadoria: regime do servidor público, com regras de transição da EC 103/2019
- Férias: 30 dias por ano, parceláveis em até 3 períodos
- Licenças: capacitação (3 meses a cada 5 anos), maternidade (180 dias), paternidade (20 dias), interesse particular (até 3 anos sem remuneração), entre outras

Vagas históricas e concorrência

Concurso de 2013 (último realizado)

- Organizadora: Cebraspe (Cespe/UnB)
- Vagas ofertadas: 32 imediatas + cadastro de reserva
- Distribuição:
- Área Judiciária: 7 vagas
- Área Administrativa: 7 vagas
- Apoio Especializado/Análise de Sistemas: 11 vagas
- Outras especialidades: 7 vagas
- Inscritos: aproximadamente 47.000 candidatos
- Concorrência média: 1.470 candidatos por vaga (geral)
- Concorrência efetiva por área:
- Área Judiciária: superior a 2.500 por vaga
- Análise de Sistemas: cerca de 800 por vaga
- Área Administrativa: aproximadamente 2.000 por vaga

Concurso de 2007 (penúltimo)

- Organizadora: Cespe/UnB
- Vagas ofertadas: 30 (Analista) + 25 (Técnico)
- Concorrência geral: superior a 1.200 candidatos por vaga

Cenário atual (2026)

O CNJ tem déficit operacional de servidores nomeados, suprido por servidores requisitados de outros tribunais (STF, STJ, TRFs, TJs). O sindicato (Sinajus) e a administração do CNJ vêm pleiteando autorização do Ministério da Gestão e Inovação para abertura de novo certame. Há sinalizações de que um concurso pode ser autorizado entre 2026 e 2027, mas sem cronograma firmado.

O candidato bem preparado deve acompanhar:
- Diário Oficial da União (publicação de autorização)
- Portal de Concursos do CNJ: https://www.cnj.jus.br/concursos/
- Pleno do CNJ (reuniões mensais com pauta pública)
- Sinajus: https://www.sinajus.org.br

Carreiras paralelas e progressão

Progressão funcional

A carreira de Analista Judiciário se desenvolve em 3 classes (A, B, C), com 5 padrões cada (totalizando 15 padrões). A progressão ocorre por antiguidade (interstício de 1 ano, com avaliação positiva) e por merecimento (avaliações periódicas + cursos de capacitação).

Do padrão inicial (A1) ao topo (C13, atualmente C5 segundo a estrutura vigente, observada a Lei 13.317/2016 e atos posteriores), o servidor leva, em média, 18 a 22 anos para chegar ao topo da carreira, considerando os interstícios e as exigências.

Funções comissionadas e cargos em comissão

O Analista pode ser designado para Funções Comissionadas (FC-1 a FC-6) ou Cargos em Comissão (CJ-1 a CJ-4), com gratificações que podem dobrar a remuneração. Cargos típicos:
- Assessor de Conselheiro (CJ-3 ou CJ-4)
- Coordenador de Departamento (CJ-2)
- Diretor de Núcleo (CJ-3)
- Chefe de Gabinete (CJ-4)

No gabinete de um conselheiro do CNJ, o salário total de um analista assessor pode atingir R$ 35.000 a R$ 45.000 mensais.

Mobilidade no Judiciário Federal

Uma das vantagens estratégicas do cargo é a possibilidade de remoção, redistribuição ou cessão entre órgãos do Judiciário Federal:
- Cessão para STF, STJ, TST, TSE
- Cessão para CJF (Conselho da Justiça Federal)
- Cessão para tribunais estaduais
- Cessão para órgãos do Executivo (em situações específicas)
- Cessão para o Ministério da Justiça, AGU, CGU

Carreiras paralelas que o concurseiro deve considerar

- Analista Judiciário do STF: salário equivalente, lotação Brasília, banca Cebraspe
- Analista Judiciário do STJ: salário equivalente, lotação Brasília
- Analista Judiciário do TST: salário equivalente, lotação Brasília
- Analista Judiciário do TSE: salário equivalente, lotação Brasília
- Analista Judiciário do CNMP: equivalente, controle do MP
- Analista do TCU: salário superior (cerca de R$ 21.000 inicial), banca Cebraspe
- Analista da AGU: salário inicial em torno de R$ 13.000

Diferença entre Analista do CNJ e cargos similares

CNJ vs CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público)

Ambos foram criados pela EC 45/2004. O CNJ controla o Judiciário; o CNMP controla o Ministério Público (MPF, MPT, MPM, MPDFT, MPEs). Estruturas paralelas, com carreiras de servidores muito semelhantes (vencimentos idênticos, mesma banca histórica). A escolha entre os dois depende da afinidade com o objeto fiscalizado.

Analista do CNJ vs Analista do STF/STJ

A grande diferença está nas atribuições. No STF e STJ, o analista atua em processos judiciais (recursos extraordinários, especiais, mandados de segurança, habeas corpus). No CNJ, o foco é administrativo: instrução de PCAs, PADs, monitoramento de metas, fiscalização de tribunais. Quem prefere atuação contenciosa-judicial busca STF/STJ; quem prefere atuação institucional-administrativa busca CNJ ou CNMP.

Analista do CNJ vs Analista do TCU

O TCU (Tribunal de Contas da União) controla o uso de recursos públicos federais; o CNJ controla a Administração do Judiciário. O analista do TCU tem vencimento inicial mais alto (cerca de R$ 21.000 contra R$ 14.000 do CNJ), mas a estrutura de carreira do TCU é, em alguns aspectos, mais demandante (auditorias de campo em todo o país, deslocamentos frequentes). O CNJ é mais sedentário (lotação fixa em Brasília, com missões pontuais).

Analista do CNJ vs Magistratura

A magistratura (juiz federal, estadual, do trabalho) exige 3 anos de prática jurídica, concurso muito mais longo (5 fases) e remunera substancialmente mais (subsídio inicial em torno de R$ 32.000 a R$ 38.000). O cargo de analista é alternativa de ingresso mais rápido no Judiciário, com remuneração já elevada e estabilidade equivalente, sem o desgaste do concurso da magistratura. Muitos analistas seguem estudando magistratura paralelamente.

FAQ

1. Há previsão concreta de concurso para Analista do CNJ em 2026?

Não há cronograma oficial publicado até abril de 2026. Há sinalizações da administração do CNJ e do Sinajus de que um certame está em estudo, mas a abertura depende de autorização do Ministério da Gestão e Inovação (que controla autorizações para concursos federais). O candidato deve monitorar o Diário Oficial da União, o portal do CNJ (https://www.cnj.jus.br/concursos/) e as comunicações do sindicato.

2. Posso ser nomeado fora de Brasília?

Não. O CNJ tem sede única em Brasília, anexo ao Supremo Tribunal Federal. Todas as vagas são para lotação no Distrito Federal. Há possibilidade de teletrabalho parcial ou integral após estágio probatório, conforme regulamentação interna, mas o vínculo administrativo permanece com a sede.

3. Qual a melhor especialidade para concorrer?

Depende da formação e do perfil do candidato. Análise de Sistemas historicamente tem concorrência menor (cerca de 800 por vaga em 2013) e mais vagas. Área Judiciária tem concorrência maior (acima de 2.500 por vaga) por atrair bacharéis em Direito. A escolha deve considerar formação, afinidade com o conteúdo cobrado e tempo de preparação. Não existe "especialidade fácil": todas exigem preparação técnica profunda.

4. Vale a pena trocar magistratura por analista do CNJ?

A pergunta é estratégica e pessoal. Dados objetivos:
- Magistratura federal inicial: subsídio aproximado de R$ 32.000 + auxílios; concurso com 5 fases, requisito de 3 anos de prática.
- Analista CNJ inicial: remuneração total em torno de R$ 20.000 a R$ 22.000; concurso com 4 fases típicas, sem exigência de prática.
- Tempo médio de preparação: magistratura 3 a 7 anos; analista 1,5 a 3 anos.

Para muitos candidatos, a estratégia é ingressar como analista (renda imediata, estabilidade, ambiente do Judiciário) e continuar estudando para magistratura, podendo assumir o cargo de juiz com a base já consolidada.

5. Como se preparar sem ter edital aberto?

A recomendação técnica é estudar pelo último edital (2013) e por editais recentes do STF, STJ e CNMP organizados pelo Cebraspe (estrutura quase idêntica). Foco em:

1. Direito Constitucional (com ênfase em Poder Judiciário e CNJ)
2. Direito Administrativo aprofundado (Lei 8.112, Lei 9.784, Lei 11.416, improbidade)
3. Regimento Interno do CNJ (estudo integral, com resoluções recentes)
4. Jurisprudência do STF e STJ sobre competência do CNJ
5. Resolução crônica de questões Cebraspe (banca de origem)

Um cronograma mínimo de 18 meses, com 5 a 6 horas diárias, é o padrão observado entre aprovados em certames similares.

Material complementar e estudos recomendados

- Manual de Direito Administrativo (José dos Santos Carvalho Filho)
- Curso de Direito Constitucional (Gilmar Mendes e Paulo Branco)
- Direito Administrativo Brasileiro (Hely Lopes Meirelles)
- Regimento Interno do CNJ (estudo integral, atualizado)
- Resoluções do CNJ (especialmente as relativas à atividade institucional)
- Jurisprudência STF temática (Mandados de Segurança contra atos do CNJ, ADIs envolvendo competências)
- Lei nº 11.416/2006 e regulamentos
- Lei nº 8.112/1990 (com atualizações da EC 103/2019)
- Manual de Redação Oficial da Presidência da República

Links oficiais e fontes de monitoramento

- Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
- Portal de Concursos do CNJ
- Cebraspe
- Lei nº 11.364/2006 (carreiras CNJ)
- Lei nº 11.416/2006 (carreiras Judiciário Federal)
- EC 45/2004 (Reforma do Judiciário)
- Resolução CNJ nº 227/2016 (teletrabalho)
- Sinajus - Sindicato dos Servidores do Judiciário
- Diário Oficial da União (Imprensa Nacional)

Pratique com questões filtradas

No utilizaí, o candidato a Analista Judiciário do CNJ tem acesso a:

- Banco de questões filtrado por banca Cebraspe (concursos do STF, STJ, CNJ, CNMP, AGU, TCU), com mais de 80.000 itens organizados por matéria e nível de dificuldade.
- IA Judicial Elite (R$ 297/mês): tutor personalizado especializado em concursos do Judiciário Superior. Resolve dúvidas, monta cronogramas, simula bancas, indica jurisprudência atualizada e treina redação discursiva no padrão Cebraspe.
- Simulados temáticos com correção automática e análise de desempenho por bloco.
- Mapeamento de incidência das matérias mais cobradas pela banca, atualizado a cada novo edital.

Comece a preparação hoje. Quanto mais cedo o candidato consolida a base de Direito Administrativo, Direito Constitucional e Regimento Interno, melhor o aproveitamento quando o edital sair.

Acessar banco de questões Cebraspe

Conhecer a IA Judicial Elite

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Última atualização: 27 de abril de 2026.

Aviso editorial: este conteúdo é elaborado com base em legislação vigente, editais publicados e fontes oficiais do CNJ. Valores remuneratórios e cronogramas podem ser alterados por atos posteriores. Consulte sempre a fonte oficial antes de tomar decisões de carreira.

Perguntas frequentes

Qual o salário/remuneração?

Consulte a seção Salário do conteúdo.

Quais os requisitos para o cargo?

Consulte a seção Requisitos.

Qual a banca examinadora?

Consulte a seção Banca.

Quando deve sair o próximo concurso?

Acompanhar portais oficiais.

Vale a pena prestar?

Depende do perfil pessoal e objetivos de carreira.