Especialista em Regulação ANP: salário, carreira, concurso 2026

Carreira ANP (Especialista em Regulação): salário R$ 16.000+, regulação petróleo/gás natural/biocombustíveis, banca Cebraspe, histórico de vagas 2008, 2013 e 2024. Guia completo 2026.

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Especialista em Regulação de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): guia completo de carreira 2026

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é a autarquia federal responsável por regular, contratar e fiscalizar as atividades de exploração, produção, refino, importação, exportação, transporte, distribuição e revenda de petróleo, seus derivados e biocombustíveis no Brasil. Com a exploração do pré-sal e o Brasil entre os 10 maiores produtores de petróleo do mundo, a ANP ocupa posição estratégica na economia nacional, supervisionando contratos que movimentam centenas de bilhões de reais por ano.

O cargo de Especialista em Regulação de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis é um dos mais valorizados entre as agências reguladoras federais, com remuneração inicial acima de R$ 16.000, estabilidade no serviço público federal e atuação direta em regulação econômica, fiscalização técnica e formulação de política energética. Este guia reúne tudo que você precisa saber para planejar a preparação: atribuições legais do cargo, requisitos de ingresso, estrutura do concurso, estilo da banca Cebraspe, disciplinas com maior peso, salário atualizado, histórico de vagas, progressão na carreira e comparativo com cargos similares.

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O que faz um Especialista em Regulação de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

O Especialista em Regulação exerce atividades de nível superior vinculadas diretamente à missão institucional da ANP, conforme a Lei 9.478/1997 (Lei do Petróleo) e o Plano de Carreira das agências reguladoras (Lei 10.871/2004). Na prática, o trabalho se divide em quatro grandes eixos:

Regulação contratual e concessões. O servidor analisa contratos de concessão e de partilha de produção celebrados entre a ANP e empresas petrolíferas (Petrobras, Shell, TotalEnergies, Equinor, entre outras). Avalia o cumprimento de programas exploratórios mínimos, cláusulas de conteúdo local, bônus de assinatura e cronogramas de desenvolvimento dos campos. Instrui processos de alteração contratual e de cessão de direitos entre concessionárias.

Fiscalização técnica e operacional. Inclui a fiscalização das atividades de produção (controle de medição de óleo e gás, gestão de reservatórios, segurança operacional em plataformas e instalações de superfície), das atividades de transporte dutoviário (gasodutos, oleodutos, polidutos), das refinarias e das unidades de processamento de gás natural. O especialista pode atuar em campo, realizando inspeções técnicas em instalações onshore e offshore.

Regulação de abastecimento e biocombustíveis. Abrange a fiscalização da qualidade de combustíveis em postos revendedores, distribuidoras e refinarias; o monitoramento da adição obrigatória de biodiesel e etanol; a análise dos dados de estoques e preços de combustíveis; e a instrução de autos de infração por adulteração ou descumprimento de especificações técnicas da ANP (Portaria ANP 786/2023 e atualizações).

Normatização e análise regulatória. O especialista participa da elaboração de resoluções ANP, portarias, notas técnicas e regulamentos técnicos (RT), conduz audiências e consultas públicas e emite pareceres sobre temas como royalties, participações governamentais, licenciamento de instalações e análise de impacto regulatório (AIR).

As atividades variam conforme a superintendência de lotação: Superintendência de Exploração (SEXPL), Superintendência de Produção (SPROD), Superintendência de Abastecimento (SUABAST), Superintendência de Biocombustíveis (SBIO), Superintendência de Infraestrutura e Movimentação (SINFRAMON), Superintendência Jurídica (SJU) ou unidades regionais distribuídas em estados produtores.

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Requisitos para o concurso da ANP

| Requisito | Detalhe |
|---|---|
| Escolaridade | Diploma de curso superior em qualquer área (cargo de nível superior amplo) |
| Nacionalidade | Brasileira nata ou naturalizada |
| Quitação eleitoral | Obrigatória |
| Quitação militar (homens) | Obrigatória |
| Idade mínima | 18 anos na posse |
| Aptidão física e mental | Exame médico admissional |

Não há restrição de área de formação nos editais históricos da ANP. Candidatos de engenharia de petróleo, engenharia química, direito, economia, administração, geologia e ciências ambientais concorrem em igualdade de condições na prova objetiva. A área de formação influencia a lotação pós-posse (especialistas de engenharia tendem à fiscalização técnica; especialistas de direito e economia tendem à área contratual e regulatória), mas não a aprovação no concurso.

Não se exige experiência prévia nem título de pós-graduação para ingresso. Portadores de deficiência concorrem nas vagas reservadas (mínimo 5% por lei), com direito a tempo adicional na prova discursiva.

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Estrutura do concurso ANP

A ANP realizou concursos públicos para o cargo de Especialista em 2008, 2013 e 2024. A banca organizadora histórica é o Cebraspe. O formato típico para o cargo de Especialista segue a estrutura abaixo:

Fase 1: Provas objetivas (eliminatório e classificatório)

A prova objetiva é aplicada em dois blocos:

- Bloco I (conhecimentos básicos): Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Matemático, Noções de Administração Pública, Legislação ANP e do Setor de Energia. Geralmente 40 questões.
- Bloco II (conhecimentos específicos): Direito Administrativo, Regulação Econômica, Direito do Petróleo (Lei 9.478/1997), Direito Ambiental aplicado ao setor de energia, Economia do Petróleo e legislação de biocombustíveis. Geralmente 60 questões.

A metodologia Cebraspe aplica pontuação certo/errado/omitido: acerto vale 1 ponto, erro desconta 0,5 ponto, omissão vale 0. Candidatos são classificados em ordem de pontuação por vaga/especialidade.

Fase 2: Prova discursiva (eliminatório e classificatório)

Apenas os candidatos aprovados na objetiva realizam a discursiva. Consiste em uma peça de cunho técnico-regulatório (texto dissertativo, parecer ou nota técnica), com extensão mínima e máxima definida em edital. A avaliação considera domínio do tema de regulação de petróleo/gás/biocombustíveis, estrutura lógica, coesão e correção gramatical.

Fase 3: Avaliação de títulos (classificatório)

Pontuação adicional para pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) e publicações em periódicos científicos nas áreas de regulação de energia, engenharia de petróleo, direito do petróleo ou economia de energia. Peso inferior ao das fases objetiva e discursiva.

Fase 4: Exame médico admissional e investigação social

Etapa de habilitação. Candidatos aprovados e convocados passam por avaliação médica e verificação de antecedentes funcionais. A investigação social verifica a idoneidade do candidato para o exercício de cargo com acesso a informações estratégicas do setor de energia.

Síntese das fases

| Fase | Tipo | Caráter |
|---|---|---|
| Prova objetiva | Conhecimentos básicos + específicos | Eliminatório e classificatório |
| Prova discursiva | Peça técnico-regulatória | Eliminatório e classificatório |
| Avaliação de títulos | Currículo acadêmico | Classificatório |
| Exame médico e investigação social | Habilitação | Eliminatório |

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Banca típica: Cebraspe e seu estilo na ANP

O Cebraspe organizou os concursos da ANP em 2008, 2013 e 2024. Conhecer profundamente o estilo da banca é tão importante quanto dominar o conteúdo das disciplinas.

Sistema de pontuação certo/errado/omitido

Cada item da prova tem três respostas possíveis: Certo, Errado ou Omitida. Acertar vale 1 ponto, errar desconta 0,5 ponto, omitir vale 0. A consequência estratégica é direta: responder ao acaso quando a confiança é de 50% tem valor esperado positivo (+0,25 por item), mas o risco de desconto acumulado em itens errados pode eliminar candidatos que apostam indiscriminadamente. A regra geral é marcar quando a confiança na resposta for maior que 1 em 3.

Assertivas com linguagem de julgamento

A Cebraspe não formula perguntas com lacunas. Cada item é uma afirmação completa que o candidato julga verdadeira ou falsa. Nas provas da ANP, as assertivas costumam citar artigos específicos da Lei 9.478/1997 ou da Lei 9.847/1999 (fiscalização) com pequenas alterações de valor, prazo, sujeito ou competência para torná-las falsas. Ler o enunciado com atenção cirúrgica é mandatório.

Pegadinhas recorrentes em provas da ANP

1. Monopólio versus exclusividade: a Emenda Constitucional 9/1995 encerrou o monopólio da Petrobras sobre as atividades de petróleo e gás no Brasil. A União mantém a titularidade dos recursos, mas a exploração pode ser feita por qualquer empresa autorizada pela ANP. Assertivas que confundem monopólio da Petrobras com titularidade da União são clássicas.
2. Concessão versus partilha de produção versus cessão onerosa: os três regimes contratuais têm características distintas (risco da concessionária, apropriação do óleo excedente, obrigações de conteúdo local). A banca troca atributos entre os regimes com frequência.
3. Competência da ANP versus CNPE versus MME: o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) formula política energética; o Ministério de Minas e Energia (MME) supervisiona o setor; a ANP regula, contrata e fiscaliza. Assertivas que atribuem à ANP competências do CNPE ou vice-versa são frequentemente falsas.
4. Royalties e participações especiais: os percentuais, bases de cálculo e destinatários de royalties (municípios produtores, estados, Marinha, Fundo Social do pré-sal) são cobrados com precisão. Trocar percentuais ou destinatários é armadilha recorrente.
5. Conteúdo local obrigatório: percentuais mínimos de conteúdo local variam por bloco, fase (exploratória versus desenvolvimento) e rodada. Assertivas que generalizam o percentual para todos os contratos tendem a ser falsas.
6. Lei 9.847/1999 versus Lei 9.478/1997: a Lei 9.847 trata especificamente de fiscalização de atividades de abastecimento (adulteração de combustíveis, estoque mínimo, falta de produto). A banca frequentemente troca dispositivos entre as duas leis.

Provas discursivas da Cebraspe na ANP

A discursiva da ANP exige domínio técnico do marco regulatório do setor de energia. Temas recorrentes nos últimos concursos: análise de impacto regulatório de resolução ANP, regimes contratuais do pré-sal, transição energética e biocombustíveis (RenovaBio), segurança operacional em plataformas (SMS), participações governamentais e fundos constitucionais, e competência regulatória em contratos de serviços de transporte de gás natural. O candidato deve escrever com linguagem técnica, citar a legislação pertinente e estruturar a resposta em formato institucional (parecer ou nota técnica).

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Disciplinas cobradas e peso estimado

Conhecimentos básicos

| Disciplina | Peso estimado | Dificuldade |
|---|---|---|
| Língua Portuguesa | 12% | Média |
| Raciocínio Lógico e Matemático | 10% | Alta |
| Noções de Administração Pública | 10% | Média |
| Legislação ANP e do Setor de Energia (Lei 9.478/1997) | 13% | Alta |

Conhecimentos específicos

| Disciplina | Peso estimado | Dificuldade |
|---|---|---|
| Direito Administrativo | 15% | Alta |
| Regulação Econômica e Teoria das Agências Reguladoras | 10% | Alta |
| Direito do Petróleo e do Gás Natural | 12% | Alta |
| Legislação de Biocombustíveis (Lei 13.576/2017 - RenovaBio) | 8% | Média |
| Direito Ambiental aplicado ao setor energético | 5% | Média |
| Noções de Economia de Energia e Mercados de Petróleo | 5% | Alta |

Prioridade de estudo sugerida: A Lei 9.478/1997 (Lei do Petróleo) merece pelo menos 20% do tempo total de preparação, pois é cobrada tanto em conhecimentos básicos (aspectos institucionais) quanto em específicos (contratos e participações governamentais). Direito Administrativo é o maior volume de conteúdo e o principal fator diferenciador na objetiva. Raciocínio Lógico na banca Cebraspe exige treinamento específico com questões anteriores da própria banca, pois o estilo difere de outras organizações.

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Salário inicial atualizado

O salário do Especialista em Regulação de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da ANP é composto por vencimento básico e Gratificação de Desempenho de Atividade de Regulação (GDAR), conforme a Lei 10.871/2004 e atualizações posteriores.

| Componente | Valor (referência 2025-2026) |
|---|---|
| Vencimento básico | R$ 4.588,05 |
| GDAR (pontuação máxima de 100 pontos) | R$ 11.414,40 |
| Remuneração inicial | R$ 16.002,45 |
| Auxílio-alimentação | R$ 1.000,00 (estimado) |
| Auxílio-saúde | variável conforme plano |

Fonte de referência: tabela de remuneração do SIAPE e Lei 10.871/2004 com atualização pela Medida Provisória 1.280/2025 (reajuste de servidores civis). Verifique os valores atualizados no portal do Ministério da Gestão: gov.br/servidor.

A GDAR é concedida inicialmente no nível intermediário (pontuação 40 de 100 por lei), o que reduz a remuneração efetiva nos primeiros meses, mas tende a atingir pontuação máxima após as primeiras avaliações de desempenho. Na prática, a grande maioria dos servidores em exercício com estágio probatório concluído recebe GDAR máxima.

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Vagas históricas e concorrência

Concurso 2008

O primeiro grande concurso da ANP para Especialista após a consolidação da agência ofertou vagas com perfil técnico voltado principalmente a engenheiros, geólogos e geofísicos. A concorrência foi relativamente baixa para as especialidades técnicas em virtude da demanda aquecida do setor privado de petróleo e gás no período (boom do pré-sal).

Concurso 2013

O edital de 2013 foi organizado pelo Cebraspe e ofertou aproximadamente 50 vagas para Especialista em Regulação. A concorrência geral ficou em torno de 100 candidatos por vaga. As especialidades voltadas a ciências jurídicas apresentaram maior concorrência relativa; as de engenharia de petróleo e geologia apresentaram menor concorrência. O concurso teve validade prorrogada com aproveitamento de cadastro reserva.

Concurso 2024

O Governo Federal autorizou a realização de novo concurso para a ANP em 2024, no âmbito das autorizações gerais para agências reguladoras. O processo foi conduzido com vagas distribuídas entre a sede (Brasília e Rio de Janeiro) e escritórios regionais em estados produtores (Bahia, Rio Grande do Norte, Sergipe, São Paulo). A concorrência observada refletiu o interesse crescente por cargos em agências reguladoras do setor energético, especialmente após o aquecimento das discussões sobre transição energética, biocombustíveis e mercado de carbono.

Histórico de vagas em agências reguladoras do setor de energia (referência comparativa):

| Agência | Último concurso | Vagas (aprox.) | Concorrência média |
|---|---|---|---|
| ANP | 2024 | 50-70 (estimado) | 100 por vaga |
| ANEEL | 2024 | 40 | 120 por vaga |
| ANGAS | 2025 | 30 | 80 por vaga |
| ANTT | 2024 | 35 | 110 por vaga |
| ANTAQ | 2023 | 25 | 95 por vaga |

O ciclo histórico de concursos da ANP é de aproximadamente 8 a 12 anos entre um certame e outro, tornando cada edital uma janela rara para ingressar na regulação do setor petrolífero.

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Progressão de carreira

A carreira do Especialista em Regulação é estruturada em três classes (A, B e C) com cinco padrões cada, conforme a Lei 10.871/2004:

| Classe | Padrão | Remuneração estimada (2025-2026) |
|---|---|---|
| A (entrada) | I a V | R$ 16.000 a R$ 17.800 |
| B (intermediária) | I a V | R$ 17.800 a R$ 20.000 |
| C (especial) | I a V | R$ 20.000 a R$ 22.500+ |

A progressão ocorre por antiguidade (interstício mínimo de 18 meses) e mérito (avaliação de desempenho). Para avançar de classe é necessária aprovação em processo de certificação interna com análise de currículo e produção técnica.

Funções comissionadas e chefia. Especialistas podem ocupar Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE) nas superintendências e coordenações da ANP, com adicional remuneratório variável conforme o nível da função (FC-1 a FC-6). O Diretor-Geral e os quatro diretores da ANP são nomeados pelo Presidente da República após aprovação pelo Senado Federal, com mandato de quatro anos.

Especializações e áreas de destaque. Especialistas com formação em engenharia de petróleo ou geologia tendem a ocupar posições na fiscalização de exploração e produção (E&P), com possibilidade de atuação em campo (plataformas, instalações onshore). Especialistas de direito se concentram na área contratual, jurídica e no processamento de processos administrativos sancionadores. Economistas atuam na regulação econômica, análise de impacto regulatório e monitoramento de mercado de combustíveis.

Pós-graduação e certificações. Não são exigidas para progressão automática, mas influenciam a avaliação de mérito e o acesso a funções estratégicas. A ANP possui parcerias com a ENAP (Escola Nacional de Administração Pública), com universidades de engenharia de petróleo (UFRJ, UNICAMP, UFBA) e com centros de pesquisa em energia.

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Comparativo com cargos similares nas agências reguladoras e no setor de energia

| Cargo | Órgão | Salário inicial | Banca típica | Último concurso |
|---|---|---|---|---|
| Especialista em Regulação de Petróleo, Gás e Biocombustíveis | ANP | R$ 16.002 | Cebraspe | 2024 |
| Especialista em Regulação de Telecomunicações | ANATEL | R$ 17.800 | Cebraspe | 2022 |
| Especialista em Regulação de Energia Elétrica | ANEEL | R$ 16.900 | Cebraspe | 2024 |
| Especialista em Regulação e Saúde Suplementar | ANS | R$ 16.002 | Cebraspe | 2024 |
| Especialista em Regulação de Aviação Civil | ANAC | R$ 16.900 | Cebraspe | 2023 |
| Analista de Controle Externo | TCU | R$ 21.029 | Cebraspe | 2022 |
| Analista de Finanças e Controle (CGU) | CGU | R$ 19.200 | Cebraspe | 2022 |

A ANP se posiciona no patamar intermediário das agências reguladoras em termos de remuneração. A ANATEL paga mais e tem menor concorrência em especialidades de engenharia elétrica e telecomunicações. O TCU e a CGU oferecem salários mais altos, mas com concorrência consideravelmente mais acirrada e provas reconhecidamente mais difíceis.

Diferencial da ANP em relação às demais agências reguladoras: a regulação do petróleo e do gás natural envolve contratos de altíssimo valor (campos do pré-sal movimentam bilhões por mês), o que confere ao especialista exposição a negociações complexas com multinacionais e à formulação de política energética em sentido amplo. A agenda de transição energética (biocombustíveis, hidrogênio verde, CCS) adiciona dimensão de futuro à carreira.

Perfil do candidato competitivo para ANP: base sólida em direito administrativo e na Lei 9.478/1997; conhecimento da estrutura da indústria de petróleo e gás (cadeia produtiva, regimes contratuais, participações governamentais); domínio de regulação econômica; capacidade de interpretação de textos normativos complexos; treinamento específico em provas Cebraspe com foco em julgamento de assertivas.

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Estratégia de preparação

Fase 1: Base legal (primeiros 60 dias)

Leia integralmente a Lei 9.478/1997 (Lei do Petróleo) do primeiro ao último artigo. A Cebraspe cobra literalidade de prazos, competências, percentuais de royalties e definições legais. Em seguida, leia a Lei 9.847/1999 (fiscalização de abastecimento), a Lei 13.576/2017 (RenovaBio) e os principais decretos regulamentadores. Faça fichamento específico de: percentuais de royalties por faixa de produção, destinação do Fundo Social do pré-sal, competências do CNPE versus ANP versus MME e características dos regimes contratuais (concessão, partilha, cessão onerosa).

Fase 2: Direito Administrativo (dias 30 a 90, em paralelo)

Direito Administrativo é o maior conteúdo da prova e o principal fator diferenciador na objetiva. Estude com material voltado especificamente ao estilo Cebraspe. Foque em: ato administrativo, poderes da administração, licitações (Lei 14.133/2021), contratos administrativos, controle da administração, processo administrativo sancionador (Lei 9.784/1999) e teoria geral das agências reguladoras (regime de autarquia especial, independência decisória, mandato fixo dos diretores).

Fase 3: Questões Cebraspe (a partir do dia 45, cumulativo)

A partir da metade da Fase 1, inicie a resolução sistemática de questões anteriores de provas Cebraspe para ANP (2008, 2013), ANEEL, ANATEL e ANS. O banco de questões filtrado por banca e disciplina é o recurso mais eficiente para internalizar o estilo de julgamento da Cebraspe. Meta mínima: 200 questões por semana na fase de intensivão.

Fase 4: Discursiva (últimos 60 dias)

Escreva pelo menos duas peças por semana sobre temas de regulação do setor de petróleo, gás e biocombustíveis. Treine o formato de nota técnica: identificação do problema regulatório, fundamentação na legislação vigente, análise de impacto, conclusão e recomendação. A ANP valoriza candidatos com capacidade de articular argumentos técnicos em linguagem institucional.

Cronograma semanal sugerido (preparação de 6 meses)

| Período | Foco principal | Horas/semana |
|---|---|---|
| Meses 1-2 | Base legal ANP + primeiras questões | 20-25h |
| Meses 2-4 | Direito Administrativo + intensivão de questões | 25-30h |
| Meses 4-5 | Revisão temática + discursiva | 25-30h |
| Mês 6 | Simulados completos + revisão de erros | 30-35h |

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FAQ: perguntas frequentes sobre o concurso ANP

Preciso de formação em engenharia de petróleo para o cargo de Especialista?
Não. O edital histórico da ANP não exige formação específica: qualquer diploma de nível superior habilita o candidato. Na prática, candidatos de engenharia de petróleo, geologia, direito e economia têm maior facilidade com os conhecimentos específicos de determinadas superintendências, mas a aprovação no concurso é aberta a qualquer área de formação.

Qual é a diferença entre Especialista e Técnico em Regulação na ANP?
O cargo de Técnico em Regulação exige nível médio de escolaridade (em alguns editais, nível médio técnico) e tem remuneração inferior (aproximadamente R$ 5.800 a R$ 8.500). As atribuições do Técnico são de suporte administrativo e operacional. O Especialista é cargo de nível superior com atribuições finalistas de regulação, fiscalização e normatização, sendo o cargo central da missão institucional da ANP.

Qual é a diferença entre o concurso da ANP e o da ANEEL para quem tem perfil de engenharia?
Ambos são organizados pelo Cebraspe, têm estrutura similar e remuneração próxima. A diferença principal está no setor regulado: a ANP atua em petróleo, gás e biocombustíveis; a ANEEL regula energia elétrica (geração, transmissão, distribuição). O perfil técnico de engenharia elétrica tem vantagem relativa na ANEEL; o de engenharia de petróleo, química e geologia tem vantagem relativa na ANP. Candidatos de direito e economia têm desempenho similar nos dois concursos.

A ANP tem concurso previsto para 2026 ou 2027?
Não há edital publicado para 2026 até a data de atualização deste guia. O ciclo histórico da agência indica que o próximo certame dificilmente ocorrerá antes de 2030 a 2032. Candidatos que não foram aprovados no ciclo 2024 devem considerar como alternativas os concursos da ANEEL, ANGAS, ANTT e demais agências reguladoras, além do bloco de regulação do Concurso Nacional Unificado (CNU).

A prova da ANP tem questões sobre o pré-sal especificamente?
Sim. A Lei 12.351/2010 (regime de partilha de produção no pré-sal e áreas estratégicas) e a Lei 12.276/2010 (cessão onerosa) fazem parte do programa dos últimos editais. O candidato precisa dominar as diferenças entre os regimes de concessão (Lei 9.478/1997) e de partilha de produção (Lei 12.351/2010), incluindo o papel da Petrobras como operadora obrigatória e a atuação da PPSA (Pré-sal Petróleo S.A.).

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Próximos passos: pratique com questões filtradas

O domínio teórico só se converte em aprovação quando testado com questões no estilo real da banca. No utilizai.com.br você encontra banco de questões filtrado por banca (Cebraspe), órgão (ANP, ANEEL, ANATEL, ANS) e disciplina, com IA que identifica os seus pontos fracos e monta um plano de revisão personalizado.

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Fontes oficiais consultadas:
- ANP: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
- Lei 9.478/1997 (Lei do Petróleo)
- Lei 9.847/1999 (fiscalização das atividades de abastecimento)
- Lei 12.351/2010 (partilha de produção no pré-sal)
- Lei 13.576/2017 (RenovaBio)
- Lei 10.871/2004 (carreira das agências reguladoras)
- Cebraspe: editais e provas anteriores
- Portal do Servidor / SIAPE

Perguntas frequentes

Qual o salário/remuneração?

Consulte a seção Salário do conteúdo.

Quais os requisitos para o cargo?

Consulte a seção Requisitos.

Qual a banca examinadora?

Consulte a seção Banca.

Quando deve sair o próximo concurso?

Acompanhar portais oficiais.

Vale a pena prestar?

Depende do perfil pessoal e objetivos de carreira.